Luz Noturna
Amy Blankenship


Laços De Sangue #2
Kat Santos não via o dono da Night Light há anos. Isso até que Quinn, de repente, decide sequestrá-la e acusá-la de armar para ele em relação aos assassinatos de vampiros. Percebendo que o inimigo estava jogando, as duas famílias combinam forças para impedir que os vampiros aterrorizem sua cidade.

Quinn Wilder a observou com os olhos famintos de um puma desde o dia em que nasceu. Quando ela se tornou uma adolescente, a tentação de reivindicá-la como sua companheira rapidamente se tornou um racha entre ele e seus irmãos super-protetores. Quando seus pais se mataram na batalha, os laços entre as duas famílias fora cortados e ela foi retirada com segurança para fora de seu alcance. Espreitando-a de longe, Quinn acha que a guerra dos vampiros tem seu lado bom quando ela esquece de ficar longe dele. Kat Santos não via o dono da Night Light há anos. Isso até que Quinn, de repente, decide sequestrá-la e acusá-la de armar para ele em relação aos assassinatos de vampiros. Percebendo que o inimigo estava jogando, as duas famílias combinam forças para impedir que os vampiros aterrorizem sua cidade. À medida que a guerra subterrânea aumenta, as chamas do desejo que começou como sequestro, rapidamente se transformam em um perigoso jogo de sedução.







Luz Noturna

SÃ©rie LaÃ§os de Sangue, Livro Dois



Amy Blankenship, R.K. Melton

Translated by Claudia Peruto



Copyright Â© 2012 Amy Blankenship

English Edition Published by Amy Blankenship

Portogese Edition Published by TEKTIME

All rights reserved.

ISBN:

ISBN-13



CapÃ­tulo 1

Quinn Wilder olhou ao redor do escritÃ³rio de Warren, sem saber se descobrir quem estava por trÃ¡s dos assassinatos era uma coisa boa ou ruim. A maioria dos gritos tinha acabadoâ¦ ou pelo menos ele achava que tivesse. Ele olhou pra Kane, agora que o vampiro estava de costas para a sala. Kane nÃ£o tinha se incomodado em se defenderâ¦ Michael tinha feito um bom trabalho com ele.

Ele deveria ter ficado bravo com o vampiro loiro e ele deveria se desculpar no mesmo instante, mas agora tudo que ele sentia por Kane era um medo estranho e, como um animal de rapina, ele nÃ£o gostava desse sentimento.

Kane sorriu enquanto olhava pela janela. Ele realmente precisava baixar o volume para ouvir os pensamentos de outras pessoas. Assim, os jaguares e os pumas estavam juntos novamente... grande coisa. O que eles queriam que ele fizesse, uma danÃ§inha feliz? Bem difÃ­cil, ele nÃ£o estava no clima.

âOs vampiros sem alma nos superam em nÃºmero pelo menos em dez para um. Se bem me lembro, Devon sempre foi um lutador agressivo. Talvez devÃªssemos chamÃ¡-lo e mandÃ¡-lo voltar e ajudar.â Steven ofereceu suas ideias, âÃ medida que o exÃ©rcito de vampiros estÃ¡ crescendo, estÃ¡ rapidamente se tornando uma batalha perdida. Se nÃ£o reunirmos um exÃ©rcito prÃ³prio, entÃ£o podemos arrumar tudo e sair de Dodge.â

âSe as famÃ­lias nÃ£o tivessem banido umas das outras durante tanto tempo, vocÃª saberia que Devon estÃ¡ ocupado perseguindo sua companheira relutante pelo mundo agora mesmo,â respondeu Kat a Steven, mas ela estava olhando para Quinn quando disse isso.

âSarcasmo anotado,â Steven sorriu Seu irmÃ£o mais velho tinha chateado Kat por sequestra-la. Olhando de volta para Quinn, ele se perguntou por que seu irmÃ£o nÃ£o tinha dito nada sobre Dean ajudÃ¡-los com os vampiros perto do clube. Ter um dos caÃ­dos do seu lado era motivo para se gabar... nÃ£o Ã© algo para manter em segredo.

Ele tinha ouvido falar de outro caÃ­do que tinha ajudado a recuperar a companheira de Devon e seu amigo, mas agora que ele tinha saÃ­do com Devon e as duas meninas, Dean era seu Ãºnico trunfo. âEu acato a moÃ§Ã£o de chamar Devon de volta para casa na esperanÃ§a de que o caÃ­do... qual era o nome dele?â

âKriss,â Kat respondeu.

âSe Kriss voltar com Devon, entÃ£o nÃ³s teremos uma chance igual, porque jÃ¡ temos um dos caÃ­dos aqui que estÃ¡ disposto a nos ajudar,â Steven terminou.

âE como vocÃª acha que os teremos de volta?â Quinn perguntou, olhando para Warren. âVocÃª sabe como os machos de nossa espÃ©cie reagem quando encontramos um companheiro. A Ãºnica maneira de fazer Devon voltar Ã© se sua companheira estiver com ele.â

âAqui estÃ¡ uma nova ideia para vocÃªs... Digam a ele a verdade,â Kat rosnou e fechou os olhos para Quinn quando ele se virou para olhar para ela. Ela ergueu uma sobrancelha e sorriu satisfeita quando ele afastou o olhar.

Quinn, interiormente, estremeceu com sua farpa, mas nÃ£o disse nada em retaliaÃ§Ã£o.

Kane pegou um cigarro do estojo e o acendeu. âEu ouso dizer, a jovem entre nÃ³s tem um ponto. Se vocÃª quer que os gatinhos voltem, vocÃª tem que atraÃ­-los.â

âClaro,â Michael disse, tentando aliviar o clima na sala. âEu apenas vou colocar uma tigela de creme do lado de fora da porta dos fundos e esperar lÃ¡ com uma rede de borboleta.â

Kane e Kat sorriram diante da visÃ£o de Michael sentado na escuridÃ£o com uma rede de borboleta em suas mÃ£os, Ã  espera de algum gatinho inocente para vir e comeÃ§ar a lamber uma tigela de creme.

âKriss nÃ£o precisa voltar,â Kat finalmente admitiu. âEu o vi lutar e Ã© o equivalente a uma droga de bomba sÃ©ria. Mas se eu o li direito, ele nÃ£o voltarÃ¡ sem Tabby.â

âComo vocÃª faz um caÃ­do deixar seu caminho e escolher um lado em uma guerra?â Steven perguntou.

âVocÃª nÃ£o pode,â Michael disse. âOs caÃ­dos sÃ£o poucos e distantes entre si. Os Ãºnicos dois que eu jÃ¡ conheci sÃ£o Dean e Kriss, e vocÃª nÃ£o quer irritar nenhum dos dois.â Ele olhou para Quinn, âExiste alguma chance de Dean pedir a Kriss para interromper suas fÃ©rias curtas?â

VÃ¡rias outras perguntas foram feitas pelo jaguar na sala, mas Kane sentiu arrepios atravessar sua pele conforme ele bloqueava. Ele sabia exatamente de quem eles estavam falando. Se Kriss voltasse... entÃ£o Tabatha o seguiria.

Todos, menos Michael, se contraÃ­ram quando Kane se virou de repente e os enfrentou.

âA guerra jÃ¡ comeÃ§ou, entÃ£o quando vocÃªs terminarem de se beijar e se recuperar, talvez possam participar da caÃ§ada.â Ele empurrou a janela e saltou, sem se importar com o fato de estar no segundo andar. Seu longo espanador preto bateu para fora atrÃ¡s dele, parecendo muito semelhante Ã s asas escuras antes de sair da vista.

Conforme Kane desaparecia, Michael revirou os olhos para a dramÃ¡tica saÃ­da de seu amigo e estendeu a mÃ£o para fechar a janela. Todo mundo achava que Kane tinha pousado no chÃ£o, mas ele podia senti-lo acima deles, no telhado. A reuniÃ£o tinha realmente sido melhor do que Michael pensou que seria.

Michael se perguntou se Kane sequer percebeu o que ele tinha feito quando ele empurrou aquela pedra de sangue profundamente na carne de Kane. Quando ele mordeu o pulso e sangrou na ferida de Kane, foi por duas boas razÃµes. Uma delas era ajudar a ferida da facada a curar mais rÃ¡pido, mas a segunda razÃ£o tinha sido puramente egoÃ­sta. Com seu sangue agora dentro das veias de Kane, ele podia rastrear os movimentos de seu amigo.

Ainda dizia que Kane estava na cidade havia algum tempo e ele nÃ£o sabia disso. Ele nÃ£o tinha o procurado porque pensava que Kane estava morto. Se ele tivesse encontrado Kane um pouco mais cedo... talvez ele pudesse ter parado essa bagunÃ§a antes que ela tivesse saÃ­do das mÃ£os controladoras de Kane. Mas agora que ele tinha dado sangue a Kane, seria melhor do que um dispositivo de rastreamento. Se Kane decidiu fugir... ele nÃ£o iria longe.

âEu nÃ£o vejo por que Kane tem uma atitude tÃ£o ruim sobre isso, jÃ¡ que ele Ã© o Ãºnico que causou a explosÃ£o de vampiros, para comeÃ§ar,â Nick disse, de onde ele estava encostado na porta. Ele nÃ£o se importava com Michael na mistura, mas contar com Kane nÃ£o era uma mÃ¡ ideia. O homem nÃ£o parecia exatamente estÃ¡vel.

âVocÃª estÃ¡ sÃ³ chateado porque Kane decidiu nÃ£o ser o inimigo,â Warren informou, mesmo que nÃ£o estivesse muito feliz com Kane. Mas ele nÃ£o iria trazer Ã  tona o fato de que Kane tambÃ©m tinha deixado Quinn seqÃ¼estrar sua irmÃ£... nÃ£o atÃ© que ele tivesse uma ideia melhor de quÃ£o sÃ£o o vampiro ressuscitado realmente estava.

Michael comeÃ§ou a se virar para Kane, mas havia muitos passos para dar e culpa suficiente para sentir. Ele sabia que Kane ainda estava escondendo algo dele e ele estava morrendo de vontade de descobrir o que era antes de acabar comendo seu amigo vivo. Desejava que Kane se apressasse e percebesse que nÃ£o estava mais sozinho.

Por outro lado, Michael sabia que Kane tinha passado por uma experiÃªncia que ele nunca seria capaz de compreender completamente o horror dela. Se confrontado com a mesma situaÃ§Ã£o, Michael nÃ£o estava tÃ£o certo de que poderia manter sua sanidade tambÃ©m. Kane foi traÃ­do por um de seus melhores amigos e condenado a um exÃ­lio eterno, com quase nenhuma esperanÃ§a de fuga.

Seus olhos se estreitaram para a janela, percebendo que era uma pergunta que ele tinha esquecido completamente de fazer. Como Kane foi libertado da sepultura?



*****



Kane andava de um lado para outro no telhado da Moon Dance, suas mÃ£os socando e se abrindo ao seu lado. Ele ainda podia ver o olhar o rosto de Kriss quando ele o jogou pelo armazÃ©m, como um lixo. Ele nÃ£o podia lutar contra u caÃ­do... ninguÃ©m podia enfrentar o poder que um deles possuÃ­a.

Mesmo que chamasse Kriss como reforÃ§o, e Tabatha voltasse com ele, Kane sabia que Kriss nÃ£o tinha intenÃ§Ã£o de dividi-la. NÃ£o acontecia muito frequentemente, mas Kane apostaria a pedra de sangue enterrada em seu corpo que o caÃ­do estava apaixonado por Tabatha. Se isso fosse verdade, entÃ£o Kane nÃ£o tinha chance de chegar perto de sua alma gÃªmea.

Ele tinha detonado sua chance e doeu muito. Mesmo que ela nÃ£o tivesse um anjo caÃ­do ao lado do seu ombro, Tabatha nÃ£o teria nada a ver com ele agora. Quanto aos outros, ele nÃ£o se importava se os transmorfos gostavam dele ou nÃ£o. Este nÃ£o era um concurso de popularidade, de qualquer forma.

âTalvez seja melhor eles nÃ£o gostarem de mim,â ele sussurrou enquanto olhava para a cidade.

Kane assentiu firmemente com a cabeÃ§a e enterrou as mÃ£os nos bolsos. Ele ficaria o tempo suficiente para ajudar a livrar a cidade do vampiro ralÃ© que ele tinha criado involuntariamente. Mas, uma vez que isso fosse feito, ele iria sair por conta prÃ³pria novamente. Dessa forma, quando ele decidiu se retirar, nÃ£o haveria ninguÃ©m que se importaria o suficiente para segui-lo.

O pensamento o deixou na extremidade.



*****



Trevor parou na entrada de Envy e desligou o carro. Ele realmente queria falar com ela e ver o que ela estava fazendo. Talvez ela tivesse tido tempo para pensar sobre o que ele tinha dito a ela... apesar de tudo, tinha sido a verdade.

Olhando para o item no banco do passageiro de seu carro, ele sorriu antes de agarrÃ¡-lo. Realmente tinha feito uma cena sobre o jeans que ele âemprestouâ no inÃ­cio da semana para Chad, e agora ele estava indo para devolvÃª-lo. Esta foi a sua boa aÃ§Ã£o do dia. Com esperanÃ§a, ninguÃ©m nunca tinha sido enviado para o inferno por ter senso de humor.

Desdobrando o jeans, ele notou a sujeira de Ã³leo de motor preto manchada sobre ele. Ele riu quando viu novamente sua obra na virilha. Trevor tinha feito uma exceÃ§Ã£o especial e mudou de volta para sua forma de cÃ£o para rasgar feliz a virilha.

Hanna, a velha gata da Sra. Tully decidiu comeÃ§ar a viver com ele, realmente se aproximou e cheirou a calÃ§a jeans antes de se virar, levantando a cauda no ar e pulverizando-os para se livrar do cheiro canino que tinha deixado neles. Trevor nÃ£o achava que ele tinha rido tanto em sua vida.

âPerfeito,â ele sussurrou.

Saindo do carro, se aproximou da porta da frente e jogou as calÃ§as sobre os arbustos, quase rindo novamente quando eles escorregaram da folhagem e pousaram em um formigueiro gigante. Isso era impagÃ¡vel.

Tocando a campainha, ele enfiou as mÃ£os nos bolsos e esperou que a porta se abrisse. Quando finalmente entrou, Trevor pÃ´s sua melhor expressÃ£o de reprovaÃ§Ã£o.

âEi,â ele disse calmamente.

Chad suspirou e encostou-se Ã  moldura da porta. âEi tambÃ©m, estranho.â

âOlha, eu sei que estraguei tudo e queria falar com a Envy... ou pelo menos tentar, se vocÃª prometer manter o taser longe dela,â explicou Trevor com um pequeno sorriso.

âEu o faria, mas Envy nÃ£o estÃ¡ aqui,â Chad respondeu enquanto se afastava da moldura da porta e se levantava completamente. Jason havia mencionado o nome de Trevor na mesma frase que a palavra assediador e ele esperava que Jason estivesse errado. âEla decidiu tirar um tempo de folga e sair com Tabatha e Kriss. NÃ£o sei ao certo quando voltarÃ¡.â

Trevor inspirou profundamente e acenou com a cabeÃ§a, quando notou que o cheiro de Envy nÃ£o estava fresco na casa. Pelo menos Chad nÃ£o estava mentindo sobre ela nÃ£o estar em casa. âPreciso que vocÃª lhe diga algumas coisas, entÃ£o.â

âComo o quÃª?â Chad perguntou, parecendo muito sÃ©rio.

âEla precisa ficar longe de Devon santos. Ele Ã© uma mÃ¡ notÃ­cia e vai acabar machucando ela,â ele se esquivou, na esperanÃ§a de arrastar Chad para o seu lado, jogando com os seus instintos de proteÃ§Ã£o de irmÃ£o.

Chad franziu o cenho diante a advertÃªncia de Trevor, e cruzou os braÃ§os sobre o peito nu âAssim como vocÃª?â

A atitude complacente de Trevor teve uma queda livre, âEi, o que eu fiz era parte do meu trabalho. Eu nÃ£o queria ferir a Envy com a minha linha de trabalho. Ã por isso que eu nunca lhe disse o que eu faÃ§o para ganhar a vida.â

Ele desviou o olhar e enfiou as mÃ£os nos bolsos, sabendo que Chad nÃ£o tinha ideia. Ele esperava que Envy nÃ£o tivesse repetido exatamente o que ele tinha dito a ela para Chad. Os civis nÃ£o precisavam saber sobre as coisas que vÃ£o colidir na noite... especialmente nÃ£o um policial.

âEu disse a ela na noite em que vocÃª me encontrou no clube que eu estava disfarÃ§ado, mas eu nÃ£o acho que ela acredite em mim,â acrescentou, observando a reaÃ§Ã£o de Chad de perto, para qualquer indÃ­cio de que ele sabia mais do que precisava.

Chad suspirou, âOlha, eu sei que vocÃª gostou de minha irmÃ£, mas ela seguiu em frente. Eu acho que vocÃª deveria fazer o mesmo. Eu nÃ£o estou apenas dizendo a vocÃª como um colega de trabalho ou atÃ© mesmo um amigo, estou dizendo a vocÃª como alguÃ©m que jÃ¡ passou por isso. Deixe-a sozinha, e deixe-a tomar suas prÃ³prias decisÃµes. Apesar de suas melhores intenÃ§Ãµes, eu acho que ela estÃ¡ saindo com Devon agora.â

Trevor levantou os olhos para o rosto de Chad. âO quÃª?â, ele perguntou perigosamente.

âEla estÃ¡ namorando Devon atÃ© onde eu sei,â Chad repetiu.

Trevor sentiu um arrepio gelado pela espinha, se virou e saiu pela porta sem dizer mais nada. Chad franziu a testa quando notou um gato atravÃ©s da janela dianteira do carro de Trevor se inclinando acima do painel. O outro homem apressadamente entrou no carro, acelerou o motor e saiu da entrada.

âJason,â Chad anunciou no ar, âÃ melhor vocÃª nÃ£o estar certo sobre ele ser um caÃ§ador.â

Chad sabia que Envy tinha deixado a cidade com Devon para se juntar a Kriss e Tabatha para uma viagem curta. Ele estava prestes a dizer a Trevor essas novidades, quando se lembrou de que Envy tinha contado em segredo. NÃ£o importava, de qualquer forma, porque nÃ£o era problema de Trevor o que Envy fazia agora.

Chad balanÃ§ou a cabeÃ§a e comeÃ§ou a voltar para dentro quando viu algo azul pelo canto do olho. Sua expressÃ£o de iluminou quando viu suas calÃ§as jeans no chÃ£o e correu para pegÃ¡-la, fazendo careta com as formigas rastejando em cima delas.

Sua felicidade desapareceu quando viu todos os rasgos e pingos nelas e seus olhos se arregalaram comicamente quando ele viu que a virilha tinha sido completamente rasgada.

Chad abaixou a calÃ§a jeans e olhou para a rua, âCachorro, vocÃª me paga.â



CapÃ­tulo 2

Kat tinha se posicionado ao lado da janela. Queria ficar o mais longe possÃ­vel de Quinn. Ela quase rolou os olhos, percebendo que seu movimento sÃ³ o tinha levado atÃ© sua linha direta de visÃ£o. Ela queria que Envy estivesse aqui. Realmente precisava falar com outra mulher... ou apenas com qualquer mulher em geral. Teria sido bom ter um pouco de apoio com essa conversa induzida por testosterona.

Olhando ao redor da sala, ela percebeu que nem todos os membros principais da famÃ­lia de pumas estavam presentes.

âOnde estÃ£o Micah e Alicia?â Kat perguntou, sabendo que eles deveriam fazer parte isso... o que quer que fosse.

Quinn olhou para Warren com uma expressÃ£o que ele esperava que o jaguar pudesse ler nas entrelinhas e apoiÃ¡-lo sobre o que estava prestes a dizer. âAlicia nÃ£o foi para casa do internato hÃ¡ mais de um mÃªs e nÃ£o vamos trazÃª-la para esta luta. Ã muito perigoso para meninas.â

A expressÃ£o de Kat se escureceu ainda mais, e ela parecia pronta para rasgar o chefe da famÃ­lia puma.

âE Micah?â Warren perguntou antes que Kat tivesse tempo de comeÃ§ar uma guerra por causa da Ãºltima observaÃ§Ã£o.

âInacessÃ­vel,â a raiva no tom de Quinn fez com que todos olhassem para ele com curiosidade. âNÃ³s tentamos vÃ¡rias vezes, mas ele se recusa a atender o celular.â

Steven suspirou com a obstinaÃ§Ã£o de Quinn e interrompeu. âMicah estÃ¡ desaparecido hÃ¡ duas semanas.â

âO quÃª?â Warren perguntou de repente, irritado. âPor que nÃ£o veio nos pedir ajuda?â

âPor causa do diÃ¡rio estÃºpido,â Kat zombou. âObviamente, ele estava com medo que nÃ£o pudÃ©ssemos lidar com o que ele disse por causa de nossa delicada sensibilidade.â

Michael balanÃ§ou a cabeÃ§a sabendo que atÃ© que as duas famÃ­lias resolvessem suas diferenÃ§as, ele provavelmente teria que jogar como Ã¡rbitro. âOk, estamos tentando trabalhar no problema dos vampiros, tambÃ©m vamos manter um olho nas pistas de desaparecimento de Micah.â

âA lÃ³gica indica que Micah acabarÃ¡ voltando sozinho, sempre faz isso,â Quinn encolheu os ombros.

Kat lanÃ§ou um olhar furioso pela janela que ainda embaÃ§ava. Como Quinn se atreve pensar que as meninas nÃ£o estariam envolvidas? Eles poderiam manter Alicia longe se quisessem, e provavelmente deveriam por ela ser mais jovem do que qualquer um deles. Mas se eles se atreverem a tentar detÃª-la, entÃ£o eles teriam uma enorme surpresa. O problema era que agora ela tambÃ©m estava preocupada com Micah.

Quinn deveria simplesmente ter empurrado tudo para o lado e chamÃ¡-los. Ele sabia que eles teriam ajudado, apesar das suas diferenÃ§as. E seus pais se mataram... os pecados dos pais nÃ£o deveriam cair em seus filhos.

Embora nÃ£o soubesse, Warren concordou silenciosamente com Kat. Quinn deveria ter entrado em contato com eles no momento em que Micah desapareceu. Ele sabia bem dos argumentos explosivos que os irmÃ£os podiam ter uns com os outros. Os desentendimentos acabariam normalmente com Micah irrompendo e desaparecendo por dias de cada vez... mas nÃ£o semanas.

Steven e Nick mantiveram contato ao longo dos anos e Nick o mantinha atualizado sobre a famÃ­lia de pumas. Quando Micah e Quinn lutavam, Micah sempre dizia a Steven para onde ia se fosse ficar mais de um dia. Desta vez, Micah nÃ£o tinha deixado uma mensagem com ninguÃ©m, o que significava que nÃ£o iria ficar longe por tanto tempo.

âDepois do perigoso ninho de vampiros que Steven e eu encontramos na igreja, ninguÃ©m precisava sair sozinho esta noite. Precisamos formar pares,â Quinn disse, mudando de assunto.

Steven se sentiu estranho quando a imagem da garota que encontrou e perdeu naquela noite passou por sua mente. âEu acho que vou voltar lÃ¡ esta noite e me certificar de que a igreja ainda estÃ¡ limpa. Podemos ter perdido alguma coisa.â

âIrei com Steven,â Nick ofereceu querendo passar tempo com seu velho companheiro de travessuras.

Kat sentiu um momento de pÃ¢nico enquanto silenciosamente a matemÃ¡tica. Michael, sem dÃºvida, iria com Kane, e ela realmente nÃ£o queria se juntar a Kane de forma alguma, porque ele estava longe de ser uma pessoa estÃ¡vel. Com isso sobrou Warren e Quinn.

âIrei com Warren,â Kat ofereceu.

âNÃ£o,â Warren a corrigiu. âPrecisamos de alguÃ©m para ficar de olho no clube.â

âSÃ³ porque eu sou uma garota nÃ£o significa que eu nÃ£o posso cuidar de mim mesma,â Kat os advertiu, entÃ£o calmamente saiu da sala.

Todos os homens da sala se encolheram quando ela fechou a porta suavemente atrÃ¡s dela.

âDroga,â Nick suspirou. âEu quase desejei que ela tivesse batido a porta.â

Steven e Quinn nÃ£o tinham visto Kat hÃ¡ alguns anos, mas eles conseguiam se lembrar de seu temperamento muito bem. Uma porta se fechou suavemente atrÃ¡s de uma Kat zangada era dez vezes pior do que uma explosÃ£o. Ela estava com raiva... nÃ£o, ela estava muito alÃ©m do ponto da raiva. Ela estava irritada.

âVou ligar para Devon e informÃ¡-lo sobre o que estÃ¡ acontecendo,â Warren declarou e puxou o celular do bolso da frente da calÃ§a. Ele odiava fazer isso com seu irmÃ£o, mas se nÃ£o conseguisse trazer ele de volta para casa, tambÃ©m nÃ£o tivesse muito para voltar. Pressionando um nÃºmero na discagem rÃ¡pida, ele caminhou em direÃ§Ã£o a uma porta diferente, que conduz a um quarto adjacente.

Warren esperou enquanto o telefone do outro lado da chamada continuava a tocar. Finalmente ele ouviu alguÃ©m pegÃ¡-lo seguida de um murmÃºrio amaldiÃ§oado logo depois.

âO que diabos vocÃª quer?â Devon perguntou soando grogue, mas feliz.

Warren rapidamente transmitiu o que tinha acontecido desde a partida de Devon e Envy hÃ¡ nÃ£o mais de vinte e quatro horas antes.

Devon suspirou, âDroga, eu deixo a cidade e tudo acaba em merda.â

âVou te dar alguns dias, entÃ£o vocÃª precisa estar em casa.â Warren disse. âEu tambÃ©m preciso que vocÃª faÃ§a algo por mim durante esses poucos dias.â

âE o que Ã©?â Devon perguntou, soando estar muito mais acordado.

âEu preciso que vocÃª pergunte a Kriss se ele vai nos ajudar. Diga a ele que Dean jÃ¡ concordou, mas provavelmente vamos precisar dele tambÃ©m. Se tiver que fazer, peÃ§a a Envy pra convencer Tabatha de que precisamos de Kriss aqui, por que atÃ© onde eu ouvi, e ela voltar, entÃ£o os caÃ­dos a seguirÃ£o.â

âVou ver o que posso fazer,â Devon disse. âKriss Ã© estranho. Ele anda em seu prÃ³prio ritmo, vocÃª sabe.â

Warren acenou com a cabeÃ§a, âMe lembra de alguÃ©m que eu conheÃ§o.â

Devon riu, âOk, irmÃ£o, eu nÃ£o estou fazendo qualquer promessa.â

âVejo vocÃª em alguns dias.â Warren disse e desligou o telefone.



*****



Quinn observou Kat em um dos monitores de vigilÃ¢ncia na parede. Como todos estavam esperando que Warren terminasse o telefonema, ele se aproximou dos monitores como se estivesse entediado. O tÃ©dio nÃ£o era o que ele sentia ao olhar para Kat.

Ele pensou que ela era bonita hÃ¡ anos atrÃ¡s, mas ele subestimou o que ela iria se tornar. Ao longo dos anos, ele vigiava Kat de longe. Ele atÃ© tinha contratado espiÃµes para trabalhar aqui na Moon Dance e relatÃ¡-lo... embora o Ãºltimo que ele enviou acabou sendo uma das Ãºltimas vÃ­timas de assassinato.

Ele ficou tenso quando um cara caminhou direto para onde Kat estava atrÃ¡s do bar e pegou seu braÃ§o. Com a cÃ¢mera inclinada perfeitamente, Quinn poderia dizer que o cara nÃ£o estava em um clima amigÃ¡vel.



*****



Trevor entrou na Moon Dance sem saber se queria quebrar o local ou afogar sua raiva em alguns litros de Ã¡lcool. Ele tentou entrar em contato com Envy, mas ela obviamente estava se escondendo dele. Tabatha e Kriss provavelmente estavam de olho em suas ligaÃ§Ãµes com ela. Quando ele perguntou ao irmÃ£o onisciente onde diabos Envy estava, ele queria arrancar a cabeÃ§a de Chad por ser tÃ£o vago sobre sua localizaÃ§Ã£o.

Trevor viu Kat servindo bebidas atrÃ¡s do mesmo bar onde ela sempre trabalhava. Ele estendeu a mÃ£o e agarrou seu braÃ§o para chamar sua atenÃ§Ã£o, mas o olhar que ela lanÃ§ou para ele o fez recuar e sentar em um banco.

âO especial com tasers terminou. Posso te dar alguma coisa? Como uma assinatura vitalÃ­cia a um dos outros bares?â Kat bateu seus cÃ­lios para ele inocentemente. Finalmente, olhando-o nos olhos e vendo a misÃ©ria nadando por aÃ­, ela encolheu os ombros, âMe desculpe, meu verdadeiro alvo estÃ¡ fora do meu alcance. O que eu posso lhe trazer?â

Trevor esfregou as tÃªmporas com as pontas dos dedos. Ele estaria condenado se nunca tivesse descoberto o sexo oposto. NÃ£o foi como se eles tornassem fÃ¡cil. âAlgumas respostas seria bom.â

âComo?â Kat perguntou.

âComo onde minha namorada estÃ¡ escondida.â Houve um arqueamento ligeiro na sobrancelha enquanto esperava.

âSua namorada? VocÃª substituiu Envy tÃ£o rÃ¡pido?â Kat sorriu quando seu olhar se transformou em um olhar silencioso. âOh, vocÃª estÃ¡ se referindo a Envy.â

âVocÃª acha?â Trevor retrucou sarcasticamente.

âTudo que eu sei Ã© que sua ex-namorada e meu irmÃ£o saÃ­ram em um tipo de lua de mel.â Kat deu de ombros sabendo que estava mais perto da verdade do que Envy poderia imaginar.

âEu pensei que ela estava com Tabatha e Kriss.â Trevor sentiu sua pressÃ£o arterial subir perigosamente, conforme ele se perguntava se Chad tinha mentido sobre isso.

Kat rapidamente lhe serviu um shot de Heat, esperando que ele domasse a raiva que estava queimando em seus olhos. âEla estÃ¡. Tabby e Kriss estÃ£o com eles.â Ela deslizou a bebida na frente dele, acrescentando, âPor conta da casa.â

Olhando ele tomar o shot, seus lÃ¡bios se abriram quando ela percebeu a luz acima deles revelar as lÃ¡grimas nÃ£o derramadas que estavam tentando se reunir em seus olhos.

Droga, que merda. Ela imediatamente se arrependeu de ser tÃ£o idiota com ele. Desejava que Quinn se sentisse assim por ela. Seria bom se ele pudesse mostrar alguma emoÃ§Ã£o a respeito dela, ou ao que ela sentia por ele. Droga, ela poderia mesmo viver com Quinn lhe aborrecendo, se ele tivesse alguma coragem de dizer a ela na sua cara.

Chegando perto, ela colocou uma mÃ£o gentil no ombro de Trevor, em seguida, pensou em uma forma de distraÃ­-lo e ter um parceiro de caÃ§a ao mesmo tempo.

Kat sorriu quando uma ideia comeÃ§ou a se formar em sua cabeÃ§a. Ele pensou em tudo, mas encontrou um jaguar na outra noite, entÃ£o ele obviamente nÃ£o estava mentindo sobre ser um investigador paranormal. Se era um exÃ©rcito que os meninos queriam, entÃ£o o mÃ­nimo que podia fazer era ajudar a recrutar... certo?

âAgora, se me der licenÃ§a, eu vou fazer de mim um bom alvo para os vampiros que tÃªm deixado corpos na nossa porta.â Ela foi dar a volta no bar, mas Trevor agarrou seu pulso tÃ£o rÃ¡pido que ela nÃ£o viu ele se mover. Ela simplesmente arqueou uma sobrancelha olhando para a mÃ£o a agarrando. âA menos que vocÃª vÃ¡ ajudar, vocÃª pode me deixar ir.â

âVocÃª estÃ¡ falando sÃ©rio?â perguntou Trevor.

Ele tambÃ©m tinha se inclinado a pensar que eram vampiros pelo simples fato de que parecia ter uma explosÃ£o demogrÃ¡fica deles agora... oh, e o pequeno fato de marcas de presas meio destruÃ­das. A desvantagem disso era que ele nunca lidou com vampiros antes... apenas durante o treinamento. Ele precisava de uma razÃ£o para ficar atÃ© que Envy voltasse, entÃ£o por que nÃ£o ficar com a irmÃ£ do rival?

Quando Kat acenou com a cabeÃ§a e lentamente afastou a mÃ£o, Trevor balanÃ§ou a cabeÃ§a sabendo que se arrependeria, âSeus irmÃ£os vÃ£o com vocÃª?â

âOh, eles estÃ£o indo vem, mas em direÃ§Ãµes diferentes.â Ela fez um beicinho. âParece que ninguÃ©m queria fazer um time com a garota.â

Como se para provar seu ponto, Steven e Nick escolheram, nesse momento, descer e passar pela porta juntos. Nick deu a Kat um olhar duro, esperando que ela recebesse a mensagem e fizesse o que Warren lhe pediu para fazer... ficar aqui onde estÃ¡ seguro. Ele sentiu um pouco de alÃ­vio quando lhe deu um pequeno sorriso como se tudo estivesse perdoado.

Olhando de volta para a porta que levava ao andar de cima, Kat acenou com a cabeÃ§a, âVeja, as equipes campeÃ£s esta noite, exceto pelo nÃºmero Ã­mpar... ou seja, eu.â Ela deu um rÃ¡pido sorriso para Trevor como se nÃ£o se importasse. âMas tudo bem, eu nÃ£o me importo em caÃ§ar sozinha.â

Trevor sorriu e cruzou os braÃ§os em cima do bar. Ele se inclinou para frente, sinalizando para Kat fazer o mesmo e sussurrou duas palavras.

âNÃ£o sozinha,â ele balanÃ§ou a cabeÃ§a.

Quinn e Warren pararam quando entraram no clube noturno. Warren sabia que eles estavam lotados esta noite, entÃ£o o bar precisava ser protegido, mas isso nÃ£o o impediu de emitir algumas ordens de Ãºltima hora.

Enquanto fazia isso, Quinn quase olhou furiosamente para Trevor. Ele nÃ£o perdeu o monitor de vista, vendo a forma como Trevor estendeu a mÃ£o e agarrou o pulso de Kat... ou a danÃ§a emocional que se seguiu. QuÃ£o perto estava Kat desse homem? A forma como eles estavam agindo, era como se eles compartilhassem algum segredo que o resto deles nÃ£o foi autorizado a ouvir e ele ficou nervoso.

âQuem Ã© aquele homem com Kat?â Quinn perguntou quando Warren terminou de falar no seu ponto de comunicaÃ§Ã£o.

Warren se virou para ver o ex-namorado de Envy. Ele percebeu que Kat estava dizendo a Trevor que Envy nÃ£o estava mais disponÃ­vel, o que era uma boa ideia, porque sem os olhos apelativos de Trevor passando um tempo no bar, talvez o investigador paranormal investigasse em outro lugar.

âEsse Ã© apenas um masoquista local que gosta de ser atacado por mulheres atraentes,â Warren sorriu maliciosamente com sua prÃ³pria piada. Quando Quinn nÃ£o sorriu, fez com que, de repente, sentisse vontade de se juntar a Michael. Ele se perguntou se era tarde demais para trocar de parceiro, entÃ£o apagou o pensamento. Quinn e Kane se juntar em um time seria um desastre esperando para acontecer.

Trevor sentiu alguÃ©m olhando para ele e olhou para a porta. Ele mal conseguiu manter a surpresa fora de sua expressÃ£o quando viu Quinn Wilder com Warren Santos. Se ele nÃ£o tivesse suspeitado do que ele fez, Trevor acreditaria que os dois estavam envolvidos nos assassinatos e estavam planejando o prÃ³ximo movimento. Mas essa linha de pensamento estava reservada para os burros mudos da polÃ­cia local.

âO que o dono da Night Light estÃ¡ fazendo aqui?â Trevor perguntou se virando para Kat.

âTodos nÃ³s estamos tentando resolver o problema com os vampiros,â disse Kat enquanto seus olhos se fechavam desafiadoramente com os de Quinn. Oh, ele parecia um pouco abalado. Apenas para testar sua teoria, ela se inclinou mais perto de Trevor como se estivesse sussurrando palavras doces no ouvido dele, âVocÃª tem alguma arma que podemos usar para equilibrar as chances?â ela piscou sabendo que tinha acabado de ganhar um parceiro para a noite.

Trevor pensou nisso por um momento, fazendo uma lista de verificaÃ§Ã£o mental do que ele tinha na sua mala.

âSim, eu tenho algumas coisas no carro,â admitiu Trevor. âTalvez possamos voltar para minha casa para pegar algumas coisas extras que eu tenho escondido no meu cofre para armas.â

âPerfeito,â pensou Kat para si mesma.

Enquanto Warren e Quinn passavam pelo bar, Warren voltou a se distrair com o ponto de comunicaÃ§Ã£o que saia de seu ouvido. Quinn nÃ£o se importou com o atraso. Deu-lhe um momento para descobrir o que estava acontecendo com o casal feliz no bar.

Kat viu Quinn chegando e rapidamente se moveu para o bar para que Trevor nÃ£o ouvisse e Quinn nÃ£o estragasse seu disfarce. AlcanÃ§ando uma garrafa, ela se virou para encontrar Quinn de pÃ© entre ela e o bar.

âPosso ajudÃ¡-lo, senhor?â Kat perguntou com uma sobrancelha erguida sarcasticamente. âVocÃª sabe que Ã© permitido clientes atrÃ¡s do bar.â

Quinn deu um passo na direÃ§Ã£o dela, embora jÃ¡ fosse um local apertado. Colocando uma mÃ£o na prateleira ao lado do braÃ§o, ele eficientemente a prendia onde ela estava. Vendo seus olhos perdidos em seu obro para o homem com quem estava falando... Quinn rosnou, âNÃ£o se distraia hoje Ã  noite Estou te avisando. SÃ³ porque vocÃª nÃ£o estÃ¡ vindo com a gente para caÃ§ar nÃ£o significa que um vampiro nÃ£o pode simplesmente entrar pela porta deste bar.â

Kat suspirou, sabendo que era o truque mais antigo do livro. Fazer alguÃ©m pensar que eles eram importantes, lhes dando um pequeno trabalho seguro. âVou ficar bem,â ela informou a ele, enquanto se agachava por baixo do braÃ§o dele e se dirigia de volta para Trevor. âE se eu precisar de alguma coisa, eu jÃ¡ tenho alguÃ©m que estÃ¡ disposto a me dar.â A Ãºltima frase foi dita com uma ponta de seduÃ§Ã£o em sua voz. Era uma mentira, mas Quinn a tinha irritado.

Ela sorriu interiormente, sabendo que Quinn pensou que ela quis dizer sexualmente, e Trevor pensou que ela quis dizer na caÃ§a aos vampiros esta noite. Warren escolheu esse momento para interromper e pedir a Quinn que ficasse pronto para sair.

Os lÃ¡bios de Quinn se afinaram quando ele se aproximou de Kat e se inclinou, quase roÃ§ando seus lÃ¡bios contra sua orelha, âTenha uma noite segura.â Ele observou o arrepio se espalhar pelo seu pescoÃ§o e em seu ombro com satisfaÃ§Ã£o.

Kat agarrou a borda do bar quando seus joelhos ficaram fracos. Se firmando, ela saltou quando a voz de Michael veio logo atrÃ¡s dela.

âCuidado com a forÃ§a que puxa a cauda do gato, amor,â Michael a lembrou, e entÃ£o acenou com a cabeÃ§a para Trevor antes de ir se encontrar com Kane no telhado.

Trevor franziu o cenho diante do olhar assustado no rosto de Kat. âNÃ£o era um vampiro?â

âNÃ£o, isso foi um cavalheiro e ele estÃ¡ nos ajudando a rastrear os verdadeiros monstros,â Kat disse confiante, enquanto acrescentava silenciosamente, e ele Ã© o Ãºnico que nÃ£o fez alarido por eu sair essa noite. âNo entanto, parece que estamos ficando para trÃ¡s. VocÃª estÃ¡ ponto para sair?â



*****



Kane andava de um lado para outro no telhado, fumando um cigarro e, ocasionalmente, agitando os braÃ§os. Ele estava comeÃ§ando a ficar ansioso esperando Michael aparecer.

âJaguares e pumas,â resmungou ele. âEles sÃ£o piores do que gatos domÃ©sticos. Todo mundo tem que dominar os outros. Eu prefiro formar equipes com os coiotes a lidar com isso.â

Michael subiu na beira do telhado logo atrÃ¡s de Kane, o pegando no seu discurso agitado. Ele franziu o cenho quando Kane se calou imediatamente e olhou para o lado, reconhecendo sua presenÃ§a.

âDroga, Kane, nÃ³s vamos falar sobre o que estÃ¡ incomodando vocÃª ou nÃ£o?â Michael perguntou enquanto cruzava a distÃ¢ncia entre eles.

âOu nÃ£o,â Kane respondeu.

âTÃ¡ bem,â Michael esperou, sabendo que Kane odiava o tratamento silencioso mais do que discutir. Ele adorava quando estava certo.

Kane caminhou em direÃ§Ã£o Ã  borda do prÃ©dio, colocando distÃ¢ncia entre eles. Ele se esqueceu de como Michael podia se esgueirar sobre ele... nÃ£o tinha acontecido hÃ¡ muito tempo. âRaven parecia um pouco desapontado que seu exÃ©rcito faltou no armazÃ©m... alguns de seus malucos estavam desaparecidos. Meu palpite Ã© que os vampiros que perderam a nossa pequena festa de morte provavelmente precisavam de um lugar para passar o dia, entÃ£o eu vou verificar.â

Michael nÃ£o disse uma palavra quando Kane, mais uma vez, caiu do lado do telhado e pousou no piso de baixo. Assim que ele se aproximou da borda, pronto para cair como Kane fez, algo no telhado do outro lado da estrada chamou sua atenÃ§Ã£o.

Deslocando seu olhar para ele, Michael pegou um vislumbre da sombra que desapareceu. Alguma coisa sobre aquela sombra parecia familiar, mas ele nÃ£o conseguia colocar o dedo nele.

Kane tinha um perseguidor ou ele era o alvo? Tentando suprimir o sentimento no momento, ele olhou para baixo e sorriu ao cair. Embora ele nÃ£o pudesse mais ver Kane, ele sabia o caminho para o armazÃ©m, em vez de seguir uma rota, ele seguiu a atraÃ§Ã£o de seu prÃ³prio sangue dentro das veias de Kane. Quando chegou ao armazÃ©m, podia ouvir os gritos dos vampiros que Kane pegou de surpresa.

Ele parou na porta usando sua visÃ£o aprimorada para ver na escuridÃ£o da sala enorme. Kane jÃ¡ tinha dois vampiros sobre ele e vÃ¡rios outros achavam que a tÃ¡tica da equipe era uma Ã³tima ideia. Entrando, ele fechou a porta atrÃ¡s dele e comeÃ§ou a avanÃ§ar quando a voz de Kane ecoou.

âMe deixa cuidar disso. Apenas nÃ£o deixe nenhum deles passar por vocÃª,â Kane disse um pouco sem fÃ´lego enquanto torcia o pescoÃ§o do vampiro que estava tentando rasgar sua garganta. Ele se sacudiu quando as presas afundaram em seu ombro, fazendo com que perdesse o controle sobre o primeiro.

Ambas as sobrancelhas de Michael desapareceram sob seu cabelo ao vento, mas ele encostou-se Ã  porta. âTudo bem, se tem certeza disso.â Ele cruzou os braÃ§os sobre o peito e se encostou contra o metal.

âBem... estou entediado,â ele disse depois de um momento e olhou para os vampiros sem alma que ainda nÃ£o estavam lutando. âSuponho que nenhum de vocÃªs me daria a honra de correr?â

Quando Kane conseguiu decapitar o primeiro vampiro, um deles na margem se voltou para fazer exatamente o que Michael sugeriu, mas o braÃ§o de Kane o alcanÃ§ou e o agarrou pela jaqueta de couro que estava usando. âEu nÃ£o penso assim,â ele rosnou conforme puxava ele para a luta.

âSua mÃ£e nÃ£o te ensinou a compartilhar?â Michael sorriu enquanto observava Kane acabava com o inferno em torno dele. Ele tinha a sensaÃ§Ã£o de que Kane precisava da dor para ajudÃ¡-lo a se sentir vivo agora. Ele nÃ£o tinha nenhuma dÃºvida de que Kane seria o Ãºltimo vampiro em pÃ©, e essa liberaÃ§Ã£o de raiva e violÃªncia poderia atÃ© ajudar a trazer seu amigo de volta... Terapia melhor nÃ£o existia.

âMinha mÃ£e era uma ladra,â Kane respondeu, saltando e empurrando os dois pÃ©s no peito de um vampiro que estava correndo em sua direÃ§Ã£o. O vampiro comeÃ§ou a voar e pousou em suas costas. Chutando as pernas para cima, ele estava de volta em pÃ© em um instante. âEla nÃ£o acreditava em compartilhar.â

âNÃ³s dois sabemos que sua mÃ£e nÃ£o era uma ladra,â repreendeu Michael. âEla era uma senhora bem criada.â

Kane foi acertado no rosto e voou para trÃ¡s. Michael seguiu o movimento, enquanto Kane passava por ele e entrava na mesma pilha de lixo que Kriss o derrubou. Ele suspirou quando percebeu que Kane estava se tornando uma confusÃ£o sangrenta. Kane voltou correndo para a luta, rasgando os bastardos separados, conforme ia.

âJÃ¡ precisa de alguma ajuda?â Michael perguntou acima do som de ossos quebrando e pÃ©s espirrando em poÃ§as que estavam aumentando a cada minuto. Ele realmente riu quando Kane comeÃ§ou a murmurar um dos feitiÃ§os de Syb, mas foi acertado na boca antes que pudesse acabar com ele.

âNÃ£o,â Kane rosnou enquanto cuspia sangue no rosto daquele que o tinha golpeado tÃ£o forte que ele estava vendo estrelas. Agarrando um pedaÃ§o de madeira de uma cadeira que tinham quebrado durante a luta, ele empurrou na boca do vampiro com tatÃ¡ forÃ§a que saiu da parte de trÃ¡s de seu pescoÃ§o.

Michael fez uma careta, mas nÃ£o interferiu. Ele observou atentamente, contando trÃªs vampiros finalizados e quatro para acabar. Kane era um lutador destemido, mais agora do que antes de ser enterrado vivo. O que lembrou Michael de uma pergunta que ele ainda nÃ£o tinha feito: como Kane quebrou o feitiÃ§o de ligaÃ§Ã£o sem o sangue de sua alma gÃªmea?

Menos de vinte minutos depois, Kane caiu de joelhos. Ele olhou atravÃ©s da nÃ©voa vermelha de sua visÃ£o para o som das palmas que estava se aproximando. Ele enxugou o sangue de sua boca e tentou se levantar do chÃ£o. Ele riu quando nÃ£o funcionou, porque o chÃ£o estava muito manchado de sangue.

âE o vencedor recebe uma centena de Band-Aids e uma boa noite de descanso na casa de Michael.â Ele se abaixou e envolveu seu braÃ§o em torno da cintura de Kane para ajudÃ¡-lo. Ambos balanÃ§aram antes de se equilibrarem.

âVocÃª tem uma casa?â perguntou Kane, esperando que ele continuasse falando, assim nÃ£o desmaiaria antes de chegar lÃ¡. Ele sabia onde Michael estava morando, mas nÃ£o queria admitir, porque isso sÃ³ lembraria Michael de ficar bravo com ele por ficar longe. Ele nÃ£o estava exatamente satisfeito consigo mesmo por causa disso, mas sentiu a necessidade de manter distÃ¢ncia.

âSim, eu estou crescido agora. AlÃ©m disso, os caixÃµes sÃ£o tÃ£o antigos.â Ele se encolheu interiormente percebendo que Kane nÃ£o poderia pensar que a piada era muito engraÃ§ada. âO local Ã© enorme. Ã usado para ser algum tipo de museu de arte em estilo vitoriano atÃ© que construÃ­ram um melhor em Beverly Hills. Talvez se vocÃª morar comigo, o lugar pareceria mais como uma casa.â

âEu quero um cachorrinho,â Kane disse do nada, enquanto se concentrava em colocar um pÃ© na frente do outro em uma rotina que geralmente evitava vocÃª de cair.

âVocÃª quer o quÃª?â Michael perguntou.

âse vamos morar juntos, entÃ£o eu vou pegar um cachorrinho.â

Michael teve que sorrir para seu velho amigo. Parecia que o amor de Kane pelos caninos nÃ£o tinha diminuÃ­do ao longo das dÃ©cadas.



CapÃ­tulo 3

âEntÃ£o, o que se passa com Micah?â Nick perguntou a Steven quando eles entraram no estacionamento ao lado da igreja e estacionaram entre dois Ã´nibus.

âMicah e Quinn entraram em sua luta habitual sobre quem faz as regras e Micah queimou algumas calorias.â Steven respondeu quando ele saiu do carro. Ele ainda achava engraÃ§ado que todos os jaguares dirigiam... vocÃª adivinhou... jaguares. âInferno, eles ensinaram uns aos outros como lutar, entÃ£o pisar uns nos outros nÃ£o era grande coisa.â

âEntÃ£o por que ele nÃ£o voltou?â Nick apontou.

âEssa Ã© a questÃ£o, nÃ£o Ã©,â Steven suspirou. âQuinn acha que Micah fugiu, mas eu sei melhor.â

âO que faz vocÃª ter tanta certeza?â Nick perguntou com curiosidade.

âPorque Alicia esteve em casa duas semanas antes de desaparecer. Micah estava contando os dias de quando ele poderia trazÃª-la para casa. Mesmo quando Nathaniel estava vivo, foi Micah que agiu como um pai para ela. Ele nunca se levantou e saiu agora que ela estÃ¡ em casa.â Ele encolheu os ombros e acrescentou, âOu se ele decidiu abandonar a famÃ­lia, entÃ£o pelo menos ele a levaria junto.â

Nick assentiu perguntando se os vampiros eram responsÃ¡veis pelo fato de Micah desaparecer. De alguma forma, isso realmente nÃ£o soava como uma coisa boa, entÃ£o pelo amor de Micah, Nick esperava que Micah tivesse acabado de perder a paciÃªncia e ainda nÃ£o tinha encontrado. Ele faria mais perguntas amanhÃ£ para Alicia.

Steven olhou para a enorme igreja com todas as suas esculturas e estÃ¡tuas intrincadas. O fato de que parecia como se tivesse sido importada de Roma mostrou o dinheiro que os seres humanos pecaminosos deveriam ter ao enfeitar sua porta. Os extremamente riscos eram os mais pecaminosos, por isso fizeram tal demonstraÃ§Ã£o de sua religiÃ£o.

A verdade Ã© que esse lugar era aonde o prefeito da cidade vinha para apertar as mÃ£os e trocar dinheiro com a mÃ¡fia todos os domingos logo apÃ³s a missa. EntÃ£o a pergunta que estava se fazendo era... por que aquela garota estava aqui sozinha no meio da noite?

A igreja era principalmente escura, exceto por um par de janelas que ainda mostrava luz no segundo andar. Ele se perguntou se o padre que ele tinha deixado com seguranÃ§a no armÃ¡rio realmente morava ali. Era algo que ele nunca pensou em assumir atÃ© agora. Os catÃ³licos eram um grupo dedicado, ele lhes daria isso.

Ele jÃ¡ havia informado Nick sobre o que aconteceu na outra noite... bem, a maior parte disso. NÃ£o havia nenhuma chance de ele recapitular o incidente da veste de couro do menino. Sacudindo a cabeÃ§a, Steven puxou a porta da frente, esperando que ela estivesse trancada, mas infelizmente ela se abriu.

âNÃ£o Ã© muito esperto,â Nick franziu a testa enquanto puxava a faca de cabo de osso de sua manga e deslizava pra dentro. âVocÃª pensou que depois do que aconteceu na outra noite, eles comeÃ§ariam a trancar as portas.â

âTalvez como diz o ditado... estÃ¡ sempre aberta,â Steven encolheu os ombros, mas entrou com cautela. âOu talvez o velho padre esteja esperando companhia.â

âRepito, nÃ£o muito esperto,â Nick disse, sabendo que nÃ£o eram as Ãºnicas criaturas paranormais dentro do prÃ©dio. âEu sinto cheiro de humanos lÃ¡ em cima, mas hÃ¡ algo mais aqui e duvido que veio para se confessar.â

âVou me certificar de que o padre estÃ¡ a salvo. Se voe encontrar vampiros, seja esperto e deixe-os em paz atÃ© pedirmos ajuda.â Steven subiu as escadas, deixando Nick para tomar sua prÃ³pria decisÃ£o.

Nick assentiu e comeÃ§ou a procurar o porÃ£o da igreja. Normalmente, quanto pior eram os monstros... mais subterrÃ¢neo eles gostavam de ficar. Ele nÃ£o se incomodou em se esconder enquanto investigava porque o inimigo podia ver no escuro tanto quanto ele podia.

Ao encontrar a porta com o nome âporÃ£oâ, Nick a abriu e rapidamente desceu as escadas. Enrugou o nariz com o cheiro Ãºmido e espirrou Ele sempre odiou porÃµes.

Steven estava fazendo a mesma coisa no andar de cima, abrindo as portas espiando, enquanto passava por elas. Vendo a luz filtrar por baixo da porta do mesmo escritÃ³rio da outra noite, ele bateu dessa vez Ele podia sentir o cheiro do outro lado da porta e sabia que o velho estava sozinho.

âÃ vocÃª, Jewel?â a velha voz chamou.

Steven deu um passo rÃ¡pido para tÃ¡s quando a porta se abriu... ele e o padre se encontraram cara a cara. O rosto amÃ¡vel e velho com a expressÃ£o suave mudou lentamente, seus olhos se arregalaram quando seus lÃ¡bios se separaram. Steven estendeu a mÃ£o sabendo o que estava por vir, e nÃ£o ficou desapontado quando o padre tentou bater a porta na sua cara.

Empurrando contra a porta, Steven entrou no quarto deixando o peso do velho sobre a porta fechÃ¡-la atrÃ¡s dele. Andando ao redor, ele agarrou a arma que veio em seguida e a jogou atravÃ©s do quarto, ficando irritado. âEu disse a vocÃª da Ãºltima vez, eu nÃ£o sou um vampiro.â

âEu acordei no armÃ¡rio.â O padre o lembrou enquanto se apoiava na sua mesa. Steven suspirou enquanto observava as mÃ£os do velho deslizar pela mesa, obviamente tentando encontrar outra arma. Ele arqueou uma sobrancelha vendo seus dedos se enrolarem em torno de um grampeador pesado.

âEu nÃ£o quero te machucar,â Steven informou. âMas se nÃ£o largar o grampeador, vocÃª acordarÃ¡ no armÃ¡rio novamente.â Ele acenou a cabeÃ§a, agradecendo, quando o homem lentamente soltou e ficou completamente de pÃ©, o que estava faltando em comparaÃ§Ã£o com ele.

âTenho a sensaÃ§Ã£o de que vocÃª nÃ£o veio aqui para se confessar.â O medo ainda podia ser ouvido na voz do velho.

âOh, padre, eu sei que pequei,â Steven sorriu, mas vendo que a piada nÃ£o foi compartilhada, ele agarrou a cadeira e girou ao redor, percebendo o homem se encolher com movimento rÃ¡pido. Ele se absteve de rolar os olhos e se sentou na cadeira, colocando os braÃ§os sobre as costas baixas. âNÃ£o conta que eu sou parte da razÃ£o de vocÃª ainda estar vivo? Se eu nÃ£o tivesse tirado vocÃª do caminho, vocÃª nÃ£o poderia mais estar do lado dos anjos.â

âComo vocÃª...â, o padre de repente parecia mais velho enquanto andava atrÃ¡s de sua mesa e se sentava pesadamente. âQuando eu cheguei, desci as escadas e encontrei estranhos limpando. A bagunÃ§a... eu fiquei escondido. Eles foram tÃ£o rÃ¡pidos e silenciosos sobre isso. VocÃª poderia fazer tudo isso?â

âVocÃª acreditaria em mim se eu lhe dissesse que nÃ³s tÃ­nhamos um anjo ao nosso lado?â Quando o homem levantou seu queixo e lhe deu um olhar duto, Steven continuou. âMeu amigo e eu estamos aqui para nos certificarmos que a igreja ainda estÃ¡ limpa.â

âVocÃª acha que existem mais?â o padre esfregou o rosto.

âEu sei que tem mais. A questÃ£o Ã©: eles estÃ£o aqui?â Steven se levantou, sabendo que tinha deixado Nick sozinho por muito tempo. Seu amigo era conhecido por ser destemido e isso o deixou nervoso. âNÃ£o queremos uma repetiÃ§Ã£o da outra noite.â

O padre o olhou de perto, como se procurasse uma mentira. Finalmente, o homem mais velho suspirou e balanÃ§ou a cabeÃ§a. âOk, por alguma razÃ£o, eu acredito em vocÃª. Ãs vezes Deus trabalha de maneiras misteriosas. FaÃ§a o que precisa fazer.â

âEsperamos que desta vez nÃ£o encontremos nenhum... demÃ´nio, e vocÃª pode ficar acordado se prometer ficar aqui.â Ele se lembrou do que o padre disse quando abriu a porta. âVocÃª estÃ¡ esperando alguÃ©m?â

âSim, ela deveria ter vindo na outra noite, mas...â ele apontou o polegar para o armÃ¡rio. âEla ligou hÃ¡ uma hora, dizendo que estava a caminho.â

Steven sentiu o pulso subir. âHavia uma garota aqui na outra noite e eu preciso falar com ela... cabelo loiro, linda. VocÃª a conhece?â

âJewel?â perguntou o padre. âClaro, eu devo casar com ela.â

âO quÃª! Steven disse um pouco alto demais, em seguida, grunhiu, âDesde quando velhos padres se casam com meninas?â

âVocÃª Ã© brilhante,â o padre balanÃ§ou a cabeÃ§a e endureceu sua determinaÃ§Ã£o. âNÃ£o a mim... e nÃ£o Ã© de sua conta de qualquer forma. Deixe essa crianÃ§a em paz. Ela tem problemas suficientes com os monstros que ela jÃ¡ conhece. NÃ£o vÃ¡ arrastÃ¡-la para uma guerra de demÃ´nios.â

Steven franziu o cenho, nÃ£o gostando de como isso soava. Ele poderia apostar dinheiro que o padre estava prestes a dizer mafiosos, nÃ£o monstros. Ele nÃ£o se importava com qualquer raÃ§a, tendo que lidar com sua prÃ³pria porÃ§Ã£o de mafiosos. Eles gostavam de sair para a Night Light porque era um dos clubes noturnos com mais classe na cidade. Ele ajudava a relaxar quando sua clientela de classe inferior nÃ£o podia se dar ao luxo de passar pelas portas.

Ele andava vagarosamente pelos anos e sempre que havia um problema, algo sempre surgia e eles se afastavam ou desapareciam completamente. MÃ¡fia irlandesa, mÃ¡fia italiana, mÃ¡fia russa, membros do IRA, ex-KGB, Yakuza e atÃ© mesmo rumores dos lendÃ¡rios Illuminatiâ¦ Steven nÃ£o se importava. Todos eles eram farinha do mesmo saco, tanto quanto ele se preocupava. Mas Ã s vezes nÃ£o doÃ­a ter alguns ao seu lado.

âChame ela e diga para nÃ£o vir aqui essa noite.â Ele aproximou o telefone do velho e cruzou os braÃ§os esperando para ter certeza de que o padre fazia o que pediu.

Os lÃ¡bios do velho afinaram. Se ele chamasse na sua casa e seu pai atendesse, Jewel estaria em grande dificuldade e, possivelmente, acabaria em bruÃ§os em algum beco em algum lugar. Ele provavelmente nÃ£o a salvaria. âEla nÃ£o vemâ, disse hesitante, depois repetiu com mais firmeza enquanto olhava para o relÃ³gio na parede. âEla deveria estar aqui agora se tivesse vindo.â

Steven sentiu a decepÃ§Ã£o de nÃ£o vÃª-la e a satisfaÃ§Ã£o de saber que ela estava a salvo de colidir em algum lugar no seu peito. Precisando de uma distraÃ§Ã£o, ele se levantou e colocou a cadeira de volta do jeito que a encontrou. âEu estarei de volta para avisÃ¡-lo quando tivermos terminado.â

âEspere!â o padre chamou quando Steven abriu a porta âSe vocÃª a ver...â

âEu a mandarei direto para vocÃª,â prometeu Steven e saiu.

Fechando a porta, Steven balanÃ§ou a cabeÃ§a e comeÃ§ou a descer o corredor. Este andar estava limpo e ele precisava recuperar o atraso com Nick ante de algo dar errado. Ao descer, olhou ao redor, mas nÃ£o conseguiu ver Nick em lugar algum.

âTudo bem, onde diabos vocÃª foi?â Steven murmurou e comeÃ§ou a olhar atrÃ¡s das portas fechadas.

Ele encontrou a porta do porÃ£o entreaberta e poderia ter dado uma tapa quando percebeu a linha de pensamento de Nick. âLugares escuros, subterrÃ¢neo, DUH!â

Certificando-se de fazer um monte de ruÃ­dos, Steven desceu as escadas e enrugou o nariz no calor Ãºmido. âDroga, como aqui cheira mal.â

Ele se aproximou de outra porta aberta e atravessou. Nick estava de pÃ© na frente da caldeira com a porta aberta e estava atirando algo no fogo com uma vara de ferro.

âEncontrou alguma coisa?â Steven perguntou.

Em resposta, Nick removeu o ferro do fogo com os restos queimados de um crÃ¢nio pendurado pela extremidade do buraco ocular. âEu acho que Ã© seguro dizer que alguns humanos na lista de desaparecidos nÃ£o serÃ£o encontrados em breve.â

âEu acho que essa igreja Ã© um lugar normal para alguns da mÃ¡fia local fazer seus negÃ³cios.â Steven elaborou.

âEm uma igreja catÃ³lica?â perguntou Nick. âNÃ£o hÃ¡ mais nada sagrado?â

Steven encolheu os ombros, âComo diz o ditado, nada Ã© certo, exceto a morte e os impostos.â

Nick largou o crÃ¢nio na caldeira e fechou a porta. âOu no nosso caso, peles e gatinhos.â

Os dois homens bufaram de diversÃ£o antes de Steven ficar sÃ³brio. âOk, realmente precisamos ficar sÃ©rios.â

Eles se separaram, cada um procurando um lado diferente da grande sala, atÃ© que Steven viu algo atrÃ¡s de uma das enormes latas de lixo cheias de tÃ¡buas de madeira âEi, Nick, me ajude com isso.â

Nick se aproximou e ajudou Steven a mover a lata de lado apenas o suficiente para dar uma boa olhada, o que nÃ£o foi muito longe. Um tÃºnel pequeno e apertado tinha sido esculpido na pedra e em linha reta para a terra. A escuridÃ£o era absoluta e os dois felinos tiveram dificuldade em ver dentro.

âPoderÃ­amos tambÃ©m verificar,â Nick disse e se moveu para frente para se espremer dentro da estrutura final atÃ© a abertura.

Steven estendeu a mÃ£o e agarrou o braÃ§o de Nick, balanÃ§ando a cabeÃ§a. âNÃ£o, nÃ³s vamos voltar e contar a Warren e Quinn sobre o que encontramos. Um puma estÃ¡ faltando e, na minha opiniÃ£o, Ã© um puma entre muitos. Eu nÃ£o quero acrescentar um jaguar a essa lista tambÃ©m.â

âAh...â, Nick sorriu e envolveu seus braÃ§os firmemente em volta de um Steven chocado. âVocÃª...â, ele deu uma fungada exagerada e continuou com sua voz vacilante. âVocÃª realmente se importa.â

Steven empurrou Nick freneticamente para longe dele, mandando o jaguar contra a parede. âIdiota,â ele murmurou enquanto Nick ria. âVamos sair daqui.â

Quando chegaram ao topo da escada, Steven estava convencido que Nick tinha perdido a cabeÃ§a em algum lugar ao longo da estrada. A igreja estava quieta e Steven olhou para o corredor que levava ao escritÃ³rio do andar de cima, onde o padre estava esperando.

âEspere um minuto,â disse Steven. âPreciso falar com o padre.â

Nick encolheu os ombros e se apoiou contra um dos bancos para esperar.

âOi, Steven.â Uma voz saiu do nada.

Nick pulou e Steven gritou surpreso antes de tropeÃ§ar em seus prÃ³prios pÃ©s e cair. Nick piscou quando um homem de cabelo escuro saiu das sombras sorrindo loucamente para Steven.

âDroga, Dean!â Steven gritou enquanto levantava do chÃ£o. âPare de tentar me assustar.â

Dean sorriu e se apoiou contra um dos pilares ao lado dos bancos e cruzou os braÃ§os sobre o peito. âInfelizmente eu nÃ£o preciso tentar.â

âVÃ¡ se ferrar!â Steven rosnou. âVou falar com o padre, volto jÃ¡.â

âCetifique-se de devolver o manto do coro que pegou emprestado.â Dean provocou. âOdeio ver algum menino pobre que nÃ£o pode se vestir para a igreja.â

Steven congelou quando Dean disse aquelas palavras e se virou para olhar para o caÃ­do.

âManto de coro?â Nick perguntou e erguei as sobrancelhas atÃ© quase alcanÃ§ar o seu cabelo. âVocÃª usava roupa de manto?â

âEu mudei, era uma emergÃªncia. Eu tinha que salvar essa menina de ser drenada por um vampiro de merda,â Steven se defendeu.

âSim,â Dean sibilou. âA mesma garota que vocÃª protegeria com sua vida.â

âComo se vocÃª nunca tivesse feito isso,â Steven respondeu.

Dean parou e pensou por um momento. âNÃ£o, eu nunca levei uma surra para proteger ninguÃ©m.â

âArgh!â Steven rugiu, jogando os braÃ§os no ar e andando para o outro corredor.

Nick olhou para Dean, âAlguma ideia de onde ele escondeu o manto?â

âDebaixo da cama,â Dean respondeu.

Nick sorriu, âMaterial perfeito de chantagem, obrigado.â

âClaro, eu gosto de vÃª-lo se contorcer... isso, e parece que ele pensa que eu vou chutar a bunda dele sem parar, ou algo assim.â

âSÃ¡dico,â Nick disse com uma risada.

âEu sou um caÃ­do,â disse Dean. âNÃ£o temos muita coisa para nos manter entretidos.â

Steven se aproximou da porta do escritÃ³rio do padre e levantou a mÃ£o para bater quando ouviu vozes do outro lado. Uma voz ele reconheceu como sendo a do sacerdote, a outra era feminina. Baixando a mÃ£o, pressionou a sua orelha mais prÃ³ximo da porta para poder escutar.

Jewel andava de um lado para o outro tentando ficar focada, mas era difÃ­cil. A primeira coisa que veio Ã  sua cabeÃ§a quando entrou no escritÃ³rio foi que ela tinha sido atacada por vampiros e viu um homem nu ou transmorfo... o que quer que ele fosse. Ela passou os Ãºltimos cinco minutos respondendo Ã s perguntas do padre sobre a outra noite, mas agora ela tinha problemas maiores do que isso.

âVocÃª nÃ£o deveria estar se esgueirando no meio da noite,â disse o padre. âÃ perigoso. E se o seu pai ou seu noivo pegarem vocÃª?â

Jewel marchou em linha reta atÃ© sua mesa e praticamente bateu a palma da mÃ£o nela. âNÃ£o, sÃ£o eles que tornam tudo perigoso... subindo pela minha janela e passando furtivamente pelos guardas armados que estÃ£o me mantendo prisioneira e eu tentando me esgueirar de volta sem ser pega.â

âsei pai estÃ¡ apenas tentando protegÃª-la.â Ele tentou acalmÃ¡-la, mas sabia que ela estava dizendo era verdade. Seu pai estava aqui todas as semanas se confessando... lavando o sangue de suas mÃ£os e consciÃªncia.

âNÃ£o, ele estÃ¡ tentando me forÃ§ar a casar com seu parceiro de negÃ³cios para pagar uma dÃ­vida! Uma dÃ­vida com a qual eu nÃ£o tinha nada a ver. NÃ£o hÃ¡ uma lei contra escravidÃ£o nesse paÃ­s?â

âMas quando vocÃª e Anthony vieram aqui para a reuniÃ£o, vocÃª disse que o amava com todo o seu coraÃ§Ã£o.â O padre apontou. âEsse nÃ£o Ã© o tipo de coisa que vocÃª deve mentir. Ã uma degraÃ§a aos olhos de Deus.â

âSim, bem, os dois seguranÃ§as em pÃ© atrÃ¡s de nossas cadeiras... vocÃª lembra deles? O que estava atrÃ¡s de mim estava afundando o cano de sua arma em minhas costas. Eu nunca poderia amar um bÃ¡rbaro egoÃ­sta de mÃ£o pesada como Anthony. Ele prometeu me matar e matar meu pai se eu nÃ£o casasse com ele. E mais cedo nessa noite, quanto eu tentei dizer ao meu pai que eu nÃ£o queria nada com Anthony, ele me deu um tapa tÃ£o forte que eu sei onde estÃ£o as estrelas atÃ© agora, porque eu poderia contÃ¡-las.â

Tanto Jewel como o padre ficaram surpresos quando a porta do escritÃ³rio se abriu tÃ£o forte que bateu na parece, fazendo vÃ¡rias fotos e uma cruz banhada em ouro cair.

Steven estava na porta, olhando para os dois. No entanto, o hematoma escurecido na bochecha de Jewel fez Steven ver em vermelho. âVocÃªs dois precisam vir comigo.â

Os joelhos de Jewel enfraqueceram vendo o homem misterioso ainda vivo. Ela tinha pensado sobre ele sendo morto por vampiros tantas vezes desde que fugiu dele. VÃ¡rias vezes atÃ© lamentava correr atÃ© o ponto de chorar. Agora que podia respirar mais facilmente, queria gritar.

Por que todas as vezes que ele vinha falar com o padre em confidÃªncia, eles tinham uma emergÃªncia? Ela estava com menos medo desse transmorfo do que tinha da arma de seu noivo a tocando e atÃ© que ela ouvisse alarmes de incÃªndio ou visse um rosto com presas, ela nÃ£o iria a lugar nenhum.

âNÃ£o dessa vez,â Jewel informou cruzando os braÃ§os sobre o peito.

âEu nÃ£o posso simplesmente deixar a igreja sem vigilÃ¢ncia,â o velho comeÃ§ou, mas Steven o interrompeu rapidamente.

Ele deu passos deliberados para perto da mesa enquanto falava, âVocÃª fez um acordo com o diabo e decidiu alimentar sua parÃ³quia para os vampiros? VocÃª estÃ¡ queimando seus corpos em sua sala de caldeira?â Quando o padre apenas abriu a boca, mas nÃ£o disse nada, Steven continuou, âOu sÃ£o os pecadores que vocÃª prega que cometeram assassinato em massa em seu porÃ£o e cavaram um tÃºnel para escapar por ele?â

âOh, meu Deus,â o velho lanÃ§ou um olhar sombrio para Steven. âSe eu deixar a igreja, quanto tempo serÃ¡ que demoro a poder voltar?â

âDÃª-me o seu nÃºmero de celular. Ligo para vocÃª em algumas horas. NÃ£o volte atÃ© que deixemos tudo limpo.â Ele suspirou sabendo que tinha ganhado a discussÃ£o quando o velho comeÃ§ou a procurar em suas gavetas atÃ© pegar coisas que considerava importantes o suficiente para levar com ele.

Jewel tentou permanecer perfeitamente calma enquanto se dirigia atÃ© a porta ainda aberta. Liberdade... por que ela sempre se encontrava fugindo de loucos?

âNÃ£o me faÃ§a caÃ§ar vocÃª,â Steven disse entre os dentes conforme sacudia a cabeÃ§a para o lado e fixava seu olhar com o dela. âEu disse que ele poderia ir para casa, nÃ£o vocÃª.â

Os lÃ¡bios de Jewel se separaram quando ela congelou no meio do movimento. Como ele ousa lhe dar uma ordem? Ela rangeu os dentes, percebendo que tinha obedecido ele de qualquer forma. Ela ergueu o queixo em desafio quando chegou a uma conclusÃ£o. No momento em que conseguisse escapar, continuaria correndo... de todos, inclusive de seu pai.

âO que vocÃª vai fazer com ela?â perguntou o padre, indignado.

âEu vou fazer o que vocÃª nÃ£o pode fazer... mantÃª-la segura.â Steven gritou, nÃ£o querendo brigar por isso. O machucado no rosto de Jewel literalmente tinha despedaÃ§ado seus nervos e ele estaria condenado se tivesse enviado ela de volta para o homem que fez isso.

âEu nÃ£o preciso de outro protetor,â Jewel se virou para sair, mas parou ao ver os dois homens de aparÃªncia perigosa bloqueando a entrada.

Dean sentiu a angÃºstia de Steven desde as escadas e agora que ele estava olhando para a garota que estava causando isso, ele podia ver por quÃª. Lendo sua alma, ele captou um olhar fugaz do elusivo anjo da morte.

âVocÃª estÃ¡ errado.â Ele se moveu tÃ£o rÃ¡pido, mesmo com os dois transmorfos na sala perdidos. âVocÃª precisa de um protetor.â

Jewel sufocou um grito quando a palma do homem pressionou sua bochecha dolorida e seus olhos ficaram com uma cor de mercÃºrio. A mÃ£o fria que tinha sido fechada em torno de seu coraÃ§Ã£o com dedos gelados por tanto tempo derreteram. De repente, ela se lembrou de sentimentos que tinha esquecido que existiam... calor, seguranÃ§a... amor.

O padre se recostou contra a mesa quando a sombra das asas surgiu nas costas do homem, piscou brilhantemente e depois desapareceu.

âEstarei lÃ¡ embaixo,â disse Dean quando o vento se precipitou para preencher o vazio de onde ele desapareceu.

Steven nÃ£o sabia por que Dean tinha escolhido aquele momento para revelar seu poder, mas estava feliz que o caÃ­do tivesse feito isso. A bochecha de Jewel estava curada e o padre parecia que tinha acabado de ver a luz.

âPrecisamos ir... agora,â Nick disse na porta.

Steven agarrou a mÃ£o de Jewel e se dirigiu para a porta, contente que o choque tivesse acabado com a briga com ela por um momento.

âEspere,â o padre chamou, fazendo com que Steven e Nick parassem para olhar para ele. âIsso foi...?â ele hesitou, apontando para o local onde Dean tinha estado momentos antes.

Steven sorriu genuinamente diante a excitaÃ§Ã£o nos olhos do velho padre. âSim... foi.â

O padre sorriu quando Steven e Nick saÃ­ram da sala com Jewel junto. Ele acenou com a cabeÃ§a uma vez e comeÃ§ou a reunir as ferramentas que precisaria. Em sua mente, Deus estava preparando a terra para o Seu retorno.

Steven e Nick saÃ­ram da igreja, mas Steven puxou Jewel para que ele pudesse olhar para a janela do escritÃ³rio. Respirou um suspiro de alÃ­vio quando viu a luz do escritÃ³rio se apagar.

âParece que o velhote estÃ¡ seguindo seu conselho,â disse Nick.

Steven balanÃ§ou a cabeÃ§a, âMais do que quando ele viu Dean como era e estÃ¡ tendo algum tipo de experiÃªncia religiosa. Ele me deu o seu nÃºmero de telefone, vou ligar para ele quando a costa estiver livre.â

âEu nÃ£o acho que algumas horas serÃ£o tempo suficiente,â informou Nick.

âÃ o que tem.â Steven respondeu. âAgora, vamos voltar para o clube para podermos dar a notÃ­cia a Warren e Quinn.â

Dean se sentou no telhado da catedral e sorriu para o trio quando eles deixaram a igreja para trÃ¡s. Ele tinha dado a Steven toda a ajuda que podia, mas o feitiÃ§o calmante que tinha colocado na menina nÃ£o duraria para sempre. Ele podia sentir a escuridÃ£o sob o edifÃ­cio comeÃ§ando a crescer, conforme os vampiros comeÃ§avam a emergir de seu tÃºnel.

Ao contrÃ¡rio daqueles da outra noite, estes estavam sendo influenciados por algo ainda mais sombrio, mais sinistro do que Dean jamais havia encontrado.

Dean franziu a testa se perguntando por que ele nÃ£o tinha percebido quando eles limparam o primeiro grupo que tinha feito resistÃªncia aqui. Essa influÃªncia era muito antiga e muito poderosa. TÃ£o repentino como sentiu, a escuridÃ£o se foi e somente a presenÃ§a do vampiro podia ser sentida.

O caÃ­do ganhou acesso de volta para a igreja para verificar o velho e ter certeza de que ele saiu vivo.



CapÃ­tulo 4

Trevor e Kat haviam rastreado o vampiro que tinham descoberto no meio da cidade.

âO que diabos ele estÃ¡ fazendo?â Kat sussurrou, comeÃ§ando a ficar desconfiada.

âParece que ele vai Ã s compras,â respondeu Trevor quando o vampiro parou na frente de uma vitrine e olhou para a tela escurecida.

Esse vampiro era jovem, mal tinha dezoito anos de idade. Ele tinha cabelos pretos e lisos e usava Ã³culos de aro redondo. Com o cabelo puxado para trÃ¡s, ele pareceria quase apresentÃ¡vel, exceto por sua pele pÃ¡lida.

Os dois aumentaram o ritmo quando o vampiro se afastou abruptamente da janela e comeÃ§ou a andar pela rua novamente. Mesmo com as lojas fechadas, as calÃ§adas estavam ocupadas a essa altura da noite.

Eles descobriram o corpo da Ãºltima vÃ­tima do vampiro deitado em um gramado bem cuidado. Com seu senso de olfato, eles tinham sido capazes de alcanÃ§ar o sanguessuga assim como o vampiro chegou ao Rodeo Drive. De lÃ¡, Trevor teve que segurar Kat um pouco, explicando que havia muitas pessoas ao redor para simplesmente correrem no escuro.

Agora, aqui estavam eles, seguindo um vampiro a pÃ© e nenhum deles com vontade de conversar. A prÃ³xima coisa que eles sabiam Ã© que estavam em um Ã´nibus da cidade sem realmente prestar atenÃ§Ã£o ao seu destino. Finalmente, o vampiro estendeu a mÃ£o e puxou o cordÃ£o para sair. Kat e Trevor desceram na prÃ³xima parada e saÃ­ram antes de retomarem a perseguiÃ§Ã£o. O vampiro continuou andando e Kat grunhiu em frustraÃ§Ã£o.

âEstou comeÃ§ando a achar que esse vampiro estÃ¡ drogado. NÃ³s quase fizemos um cÃ­rculo completo.â Ela reclamou. âEstamos a poucos quarteirÃµes do clube.â

âLÃ¡ vai ele!â Trevor exclamou e correu em direÃ§Ã£o a um beco onde o vampiro desapareceu abruptamente.

As sapatilhas de Trevor fizeram um ruÃ­do de derrapagem quando ele chegou Ã  boca d beco e olhou para ele. Kat ficou ao lado dele, abaixando um pouco para que ambos pudessem espiar ao virar a esquina.

âDroga,â Trevor almadiÃ§oou e tirou sua 9mm.

âEu ainda nÃ£o entendo por que vocÃª carrega uma arma,â Kat disse, mesmo sabendo que Nick carregava uma tambÃ©m. NÃ£o era a arma que Nick contava... eram as balas de madeira, especialmente feitas, que a carregavam. âEssas coisas sÃ£o inÃºteis contra vampiros.â

Trevor sorriu, âVocÃª esquece para quem eu trabalho. Essas balas sÃ£o fabricadas especialmente para explodir no impacto, e o centro Ã© oco e preenchido com apenas um pouco de Ã¡cido muriÃ¡tico. Essa merda comerÃ¡ qualquer coisa.â

âPor que o Ã¡cido nÃ£o come a bala entÃ£o?â Kat perguntou, secretamente reunindo informaÃ§Ãµes para subornar Nick.

âHÃ¡ um invÃ³lucro interno, colocado dentro da bala quando Ã© esvaziada para que o Ã¡cido nÃ£o corroa completamente. Eu esqueci o nome disso agora.â Trevor explicou. âÃ forte o suficiente para que nÃ£o seja danificado pelo Ã¡cido, mas frÃ¡gil o suficiente para quebrar quando colide com alguma coisa.â

Kat se levantou lentamente, âVamos entrar?â

Trevor apertou o punho na arma e entrou primeiro, seguido por Kat, que tinha um punhal afiado em cada mÃ£o, cortesia de Trevor. Eles vasculharam o beco inteiro antes de perceberem que o vampiro tinha desaparecido.

Trevor relaxou sua postura e deixou seu braÃ§o com a arma para baixo. âEle se foi!â

Kat lanÃ§ou um suspiro frustrado. âBem, jÃ¡ que estamos tÃ£o perto, podemos muito bem voltar para o clube.â

âPor mais que eu tenha me divertido hoje Ã  noite levando os dois idiotas por toda a cidade,â disse uma voz atrÃ¡s deles, âTenho que insistir que fiquem para o jantar.â

Kat e Trevor giraram em direÃ§Ã£o Ã  voz e congelaram quando viram o vampiro que eles estavam perseguindo junto com outros cinco.

âO filho da puta sabia que estÃ¡vamos seguindo ele,â Trevor rosnou quando trouxe a arma de volta e estabilizou.

Com a parede em trÃªs lados e os vampiros na frente deles, Kat sabia que ela e Trevor teriam que lutar para sair dali. Ela se agachou quando os vampiros rapidamente se aproximaram deles. Um com o cabelo vermelho flamejante saltou para cima, esperando cair por cima de um deles, literalmente.

Kat imediatamente se levantou de seu agachamento e atacou o vampiro no meio do salto. Suas unhas compridas pareciam garras, mesmo que nenhuma mudanÃ§a tivesse ocorrido. Eles caÃ­ram no chÃ£o, com o vampiro de costas para ela.

O sanguessuga segurou seu punho direito tÃ£o apertado que ela sentiu os ossos comeÃ§arem a moer juntos dolorosamente. Engolindo a dor doentia, ela sacudiu o pulso para baixo, dirigindo a adaga no pulso do vampiro como retorno. Ganhando sua liberdade, Kat nÃ£o perdeu tempo direcionando sua mÃ£o direita no peito do monstro e puxando seu coraÃ§Ã£o.

Trevor apontou e disparou contra o vampiro que eles estavam seguindo a noite toda. A bala atingiu a criatura na garganta e, por um momento, ele apenas olhou para Trevor com uma expressÃ£o de descrenÃ§a antes de comeÃ§ar a gritar e agarrar a prÃ³pria garganta. O grito abruptamente parou quando o Ã¡cido liberado pela bala atingiu as cordas vocais do vampiro.

Trevor realmente nÃ£o viu o que aconteceu depois, pois ele foi atacado imediatamente por outro vampiro. Eu corpo foi jogado contra a parede do beco onde ele deslizou para o chÃ£o. Sua 9mm saiu voando enquanto ele tentava nÃ£o contar as estrelas que se formavam em sua visÃ£o. O outro vampiro estava se aproximando quando Trevor sentiu algo contra sua perna. Olhando para baixo, ele viu a cabeÃ§a d vampiro que ele atirou e a pegou.

Pegando a cabeÃ§a cortada pelos cabeÃ§os, Trevor jogou o objeto ainda se desintegrando no sangue que se aproximava. A criatura se esquivou e rosnou para ele, pronta para atacar. Algo brilhante passou pela sua visÃ£o e Trevor viu uma adaga longa saindo de seu peito. Virando a cabeÃ§a, Trevor viu Kat parada ali, parecendo uma confusÃ£o sangrenta.

âCuidado!â Trevor gritou.

Kat levantou a outra adaga e ofegou quando o vampiro segurou sua mÃ£o e direcionou a lÃ¢mina para baixo em um arco, diretamente em sua coxa interna. A dor em si lhe dava forÃ§as para afastar o vampiro dela. Ela rapidamente tropeÃ§ou para trÃ¡s em direÃ§Ã£o a Trevor e conseguiu tirar a adaga de sua coxa. Um lÃ­quido quente rapidamente saiu, fazendo caminho em sua perna.

Trevor sabia que tinha que fazer alguma coisa. Ambos estavam feridos agora. Ele podia sentir a dor em suas costelas e ombros onde ele bateu na parede e estava achando difÃ­cil respirar. Olhando para Kat, que estava em pÃ© em uma postura protetora na frente dele, ele pensou em seu prÃ³ximo movimento.

Ele precisava mudar para algo grande e forte o suficiente para combatÃª-los e sobreviver. A desvantagem era que se ele mudasse, ele mostraria sua verdadeira natureza para Kat. Seu tipo nunca tinha se entendido com as outras tribos de transmorfos por causa de sua diversidade. Eles podiam se misturar com qualquer um dos clÃ£s e desaparecer sem deixar rastros, Ã s vezes por dÃ©cadas. Eram as armas perfeitas em uma guerra.

Por causa disso, qualquer animal que ele escolhesse seria sempre dez vezes mais forte do que qualquer animal em particular. Em sua forma humana, as mesmas regras se aplicavam, mas nÃ£o tinham os ajudado muito atÃ© agora. No entanto, se ele nÃ£o mudasse, eles estariam perdidos.

De repente, Kat deixou cair a arma e se curvou. Por causa de seus ferimentos, a mudanÃ§a aconteceu alguns segundos mais lenta do que o normal. Seu corpo se moveu atÃ© ficar de quatro. As roupas caÃ­ram de seu corpo e um belo casaco de peles manchado de preto e bege tomou seu lugar.

Um dos vampiros restantes atacou e Kat se levantou em suas pernas traseiras, bloqueando-o com algum tipo de luta. Suas garras cravaram nos ombros da criatura e seus longos dentes estavam Ã  mostra para ele. Sem pensar duas vezes, Trevor escolheu esse momento para mudar.

Os dois vampiros restantes sibilaram furiosamente quando o ser humano na qual estavam se aproximando se transformou em um urso Kodiak. Trevor balanÃ§ou uma pata gigante no corpo mais prÃ³ximo e tirou uma metade inteira do seu corpo, deixando as pernas caÃ­rem sem vida. Sabendo que o vampiro nÃ£o estava morto, Trevor se aproximou dele de qualquer forma e esmagou sua cabeÃ§a com suas poderosas mandÃ­bulas.

Ele se levantou completamente para ajudar Kat quando os dois Ãºltimos vampiros o atacaram com forÃ§a total. Trevor tropeÃ§ou alguns passos antes de rugir alto e jogou um para longe, no beco. Ele rugiu novamente quando o Ãºltimo afundou seus dentes em sua omoplata. Ele ouviu o grito de jaguar de Kat e sentiu a parede de tijolos cair do lado de sua tÃªmpora antes de cair com o impacto.



*****



Quinn e Warren tinham passado um pente fino em toda a Ã¡rea em um raio de oito quilÃ´metros do clube.

âNÃ£o hÃ¡ nada por perto.â Quinn declarou e tentou deixar de lado sua frustraÃ§Ã£o. Algo nÃ£o estava certo... ele podia sentir isso no ar.

Warren ouviu o aperto na voz de Quinn. âDepois da luta no armazÃ©m, eu nÃ£o fico surpreso.â Seu telefone vibrou fazendo com que ambos saltassem e percebessem o quanto estavam tensos. Ele puxou o celular do bolso do jeans.

âAlÃ´,â disse Warren para o celular e depois assentiu depois de um momento. âOk, vamos verificar.â Ele desligou e colocou o telefone de volta em seu bolso. âEra Nick, parece que eles encontraram um tÃºnel subterrÃ¢neo sob a igreja.â

âDevemos ir ver isso,â Quinn afirmou tentando ignorar o fato de que sua pele estava se ouriÃ§ando com a adrenalina e ele nÃ£o tinha ideia de onde estava vindo.

O grito distinto de um jaguar perfurou a noite quieta, fazendo ambos congelarem em seu caminho. Eles viraram a cabeÃ§a na direÃ§Ã£o do som antes de se olharem.

âKat!â eles exclamaram em unÃ­ssono.

Warren imediatamente tirou o celular do bolso e colocou em um coldre elÃ¡stico ao redor do tornozelo.

NÃ£o houve hesitaÃ§Ã£o e alguns segundos depois os dois homens se deslocaram e estavam correndo pela rua. As pessoas gritaram e correram para fugir dos gatos enormes, causando bastante comoÃ§Ã£o. Quinn assumiu a lideranÃ§a e correu para o trÃ¡fego, fazendo com que um carro batesse ao frear. O carro atrÃ¡s dele bateu no primeiro por trÃ¡s, criando uma reaÃ§Ã£o em cadeia.

Warren saltou pelo capÃ´ do primeiro carro e olhou para garantir que as pessoas estavam bem antes de perseguir Quinn atravÃ©s da estrada.

O motorista do carro ficou abalado pelo que acabou de acontecer e pegou o seu celular.



*****



Jason estava entediado demais. Nada havia realmente acontecido nos Ãºltimos dias e com Tabby e Envy fora da cidade, ele estava ficando louco.

Quando o telefone tocou, ele quase saltou e rapidamente se aproximou para responder.

âEstaÃ§Ã£o da guarda florestal,â Jason disse em uma voz maÃ§ante.

âSim,â respondeu uma voz trÃªmula. âGostaria de relatar algo incomum.â

Jason mentalmente suspirou e pegou uma caneta e papel. âOk, me diga o que viu, senhor.â

âA coisa mais terrÃ­vel que jÃ¡ vi,â disse o homem sem fÃ´lego. âAcabei de ver um puma e um jaguar correndo soltos no meio da cidade. Eu bati meu carro quando o puma correu na minha direÃ§Ã£o e um jaguar apareceu no capÃ´ do meu carro, olhou para mim e, em seguida, decolou apÃ³s o puma.â

âProvavelmente Ã© outra fuga do zoolÃ³gico,â disse Jason, mesmo que fosse uma mentira dizer ao pÃºblico para esconder o fato de que a cidade parecia estar se unindo a animais perigosos hoje em dia.

âNÃ£o,â exclamou o homem. âO jaguar tinha um telefone celular preso ao seu tornozelo traseiro.â

Jason olhou para o outro guarda no escritÃ³rio com ele, Jacob Savage.

âEntÃ£o vocÃª estÃ¡ dizendo que o jaguar tinha um celular preso Ã  perna?â Jason perguntou.

Jacob quase engasgou com seu cafÃ© e colocou a xÃ­cara para baixo, enxugando o nariz, indicando que algum lÃ­quido havia subido, entrando nele.

âÃ exatamente isso que estou dizendo!â O homem gritou alto o suficiente para que Jacob ouvisse.

Jason acenou com a cabeÃ§a, âTudo bem, senhor, acalme-se. VocÃª disse que fugiu, entÃ£o vocÃª estÃ¡ seguro. Obrigado por ligar, vamos verificar.â

Jason apressadamente desligou o telefone e olhou fixamente para ele por um momento como um dispositivo que ia pular e comÃª-lo.

âTudo bem, entÃ£o,â Jason conseguiu dizer depois que limpou seu ataque de tosse.



*****



Warren finalmente alcanÃ§ou Quinn quando eles se aproximaram de um beco onde o cheiro de Kat era o mais forte. Dobrando a esquina, eles chegaram a tempo de testemunhar Kat rasgar a garganta de um vampiro e um enorme urso direcionar suas garras enormes atravÃ©s do peito de outro. A garra do urso saiu pela parte de trÃ¡s do vampiro, segurando o coraÃ§Ã£o sangrento do vampiro antes de apertÃ¡-lo como um balÃ£o de Ã¡gua.

Kat piscou, percebendo de alguma forma durante a luta... os vampiros se multiplicaram. Mal teve tempo de respirar antes de ser atacada por um dos vampiros restantes. Ela soltou um grito primal quando as presas afiadas perfuraram o seu flanco. Suas garras perfuraram a parte de trÃ¡s do vampiro que a atacava, tentando arrancÃ¡-lo. De repente, o peso ao seu lado tinha saÃ­do e ela caiu, desmaiando de dor, perda de sangue e exaustÃ£o.

Quinn viu o vampiro atacar Kat e sentiu a raiva crescer em seu peito. Ele correu pelo beco sem se importar se Warren estava com ele ou nÃ£o. Jogando o vampiro no chÃ£o, ele rosnou ameaÃ§adoramente na sua direÃ§Ã£o, antes de rasgar seu pescoÃ§o com os dentes afiados. Ele podia sentir suas garras penetrando nele em pÃ¢nico, mas ele nÃ£o se importava, pois continuou rasgando. Jogando a cabeÃ§a de lado, ele se virou para Kat e rosnou.

Trevor teve pouco trabalho com o Ãºltimo vampiro, rasgando-o atÃ© que restasse apenas um tronco sem cabeÃ§a e sem membros. Ele olhou para cima quando ouviu Kat gritar e entÃ£o viu um puma atacar o vampiro que estava atacando ela. Quando ela se transformou de volta em sua forma humana, Trevor se moveu para ficar sobre o seu corpo nu e inconsciente, curvando-se para baixo para protegÃª-la de mais ataques.

Um grunhido profundo chamou sua atenÃ§Ã£o e ele encontrou o olhar de um puma muito irritado perseguindo-o com uma intenÃ§Ã£o muito clara de matar... Quinn Wilder.

Devido Ã  luta, Trevor estava cansado e isso fez os seus reflexos ficarem lentos. Ele nÃ£o conseguiu se esquivar de Quinn e levou toda a forma do ataque ao seu lado. Trevor foi acertado por todo o beco e na parede de tijolos pela segunda vez naquela noite.

Trevor rosnou e conseguiu se levantar sobre as patas traseiras por uns dois segundos antes de se inclinar para trÃ¡s e cair no chÃ£o. Quinn estava se aproximando e ele nÃ£o queria voltar para frente do puma, mas sabia que tinha que fazer isso. Kat eventualmente iria lhes dizer de alguma forma... entÃ£o o que ele tinha a perder? Incapaz de ver suas feridas por toda a sua pele, ele lentamente se virou para trÃ¡s e tentou se levantar mais uma vez.

Quinn parou quando viu o homem do bar... Warren o chamava de Trevor. Ele sibilou quando seu sentido de olfato lhe disse que Trevor nÃ£o era um transmorfo normal... ou pelo menos nÃ£o do tipo que ele jÃ¡ tinha encontrado. NÃ£o saber contra quem ele estava nÃ£o fez muito para aliviar o seu temperamento.

Ele deu mais um passo para frente, mas Warren entrou em sua linha de visÃ£o e se aproximou de Trevor, mudando de volta para a forma humana enquanto fazia isso. Quando Trevor cambaleou, Warren o agarrou pelo braÃ§o e o colocou sobre o seu ombro. Ele nÃ£o tinha visto uma razÃ£o para deixar Quinn bater em um homem enquanto ele estava caÃ­do.

Trevor olhou para Warren e sorriu quando percebeu sua situaÃ§Ã£o. âMuita bagunÃ§a, mas agora estamos todos nus,â ele murmurou e prontamente desmaiou.

Warren balanÃ§ou a cabeÃ§a e nÃ£o pÃ´de deixar de sorrir porque Trevor tinha um ponto muito bom. Houve tempos como este que ele estava feliz, pois trouxe o celular com ele e levou da forma como ele fez. Ele gentilmente colocou Trevor na parede e estava prestes a pegar o celular quando ouviu Quinn comeÃ§ar a rosnar.

Quinn tinha mudado e estava olhando por cima da forma inconsciente de Kat. Suas roupas estavam a alguns metros de distÃ¢ncia, estraÃ§alhadas por sua transformaÃ§Ã£o e sem condiÃ§Ãµes de serem usadas. Decidindo pensar sobre isso depois, Quinn comeÃ§ou a examinar seus ferimentos e fez uma pausa quando viu o sangue ainda escorrendo de sua coxa interna.

Movendo sua perna apenas o suficiente para examinar de onde o sangue estava vindo, ele congelou quando viu uma marca de acasalamento. O grunhido saiu de sua garganta antes que pudesse parar. AlguÃ©m acasalou Kat, lhe deu a marca e a abandonou.

Quinn sentiu os ciÃºmes crescendo profundamente e se inclinou para cheirar sua pele para ser se o perfume ainda estava lÃ¡. Isso sÃ³ o enfurecia ainda mais... ela nÃ£o cheirava como outro homem, ela cheirava maravilhosamente.

Olhando para o outro homem que Warren estava agachado, Quinn se perguntou se a marca de acasalamento foi dada a ela pelo homem-urso loiro.

Warren tirou seu celular decidindo ignorar a pequena irritaÃ§Ã£o de Quinn no momento. Kat precisava de ajuda e ele nÃ£o podia dizer a Quinn de quem era a marca de acasalamento. Deixe-o ir para o inferno para descobrir por si mesmo.

âSra. Tully?â Warren perguntou e entÃ£o sorriu. âEstou bem, senhora. Estava me perguntando se vocÃª poderia me encontrar na Moon Dance. Minha irmÃ£ e seu amigo Trevor foram feridos e eles precisam de atenÃ§Ã£o mÃ©dica que sÃ³ vocÃª pode dar.â

Warren ficou calado por um momento e depois assentiu com a cabeÃ§a, âObrigado, Sra. Tully.â

âEu nÃ£o sabia que vocÃª conhecia a Tully.â Quinn disse calmamente. Ele conheceu Tully pouco tempo depois que as famÃ­lias se separaram.

Warren sorriu enquanto digitava outro nÃºmero. SerÃ¡ que Quinn acha que ele era o Ãºnico autorizado a espionar? âNick se meteu em mais problemas do que eu gostaria de lembrar. A Sra. Tully estÃ¡ sempre o remendando e sua casa estÃ¡ sempre aberta, se precisamos de um lugar para ficar deitado.â

âEstou surpreso que nÃ£o tenhamos cruzado os caminhos atÃ© agora.â Quinn respondeu ficando um pouco mais desconfiado.

âNick, estamos em um beco a dez quarteirÃµes a oeste do clube e precisamos de uma carona. Traga roupa para trÃªs homens, sua irmÃ£ e dirija o Hummer.â Warren desligou o telefone sem esperar que Nick respondesse e voltou sua atenÃ§Ã£o para Trevor.

âFoi ele que fez a marca de acasalamento em Kat?â Quinn exigiu.

âIsso, meu amigo, nÃ£o Ã© minha histÃ³ria para contar>â Warren disse enigmaticamente.



CapÃ­tulo 5

Nick tinha acabado de deixar Steven e Jewel na Night Light quando recebeu a ligaÃ§Ã£o. Jewel estava muito quieta desde o pequeno truque de Dean na igreja, mas ele podia dizer que tudo o que os caÃ­dos fizeram para mantÃª-la calma estava comeÃ§ando a desaparecer. Quanto mais longe da igreja eles ficavam, mais paranoica ela se tornaria. Ele sÃ³ podia imaginar o inferno que seu amigo estava prestes a passar.

Acenando para Steven, Nick rapidamente pegou seu telefone e fez malabarismos por um momento quando ele quase perdeu o controle. Finalmente ele pegou no terceiro anel e o abriu.

âFale,â ele rosnou. Sua expressÃ£o se fundiu em uma profunda preocupaÃ§Ã£o antes de empurrar o pedal do acelerador para o fundo. Felizmente, ele tinha decidido dirigir o Hummer para levar Steven e Jewel de volta Ã  Night Light.

Ele fez um inventÃ¡rio mental rÃ¡pido e deu um pequeno suspiro de alÃ­vio quando se lembrou de que Warren ainda tinha um conjunto extra de roupas no veÃ­culo de sua Ãºltima viagem de acampamento. NinguÃ©m tinha se preocupado em tirÃ¡-lo e salvou Nick da viagem de volta para casa. Era uma coisa boa que Warren e Quinn fossem do mesmo tamanho... nÃ£o havia nada pior do que tentar se espremer em roupas que eram muito pequenas.

Ligando o rastreador GPS em seu telefone, ele conseguiu a localizaÃ§Ã£o exata de Warren. Virando a prÃ³xima curva sem desacelerar, Nick sabia que nÃ£o ia gostar do que veria quando chegasse lÃ¡.

Como uma reflexÃ£o tardia, Nick puxou seu telefone celular e chamou Devon para deixÃ¡-lo atualizado sobre os novos desenvolvimentos. Devon podia ter deixado a cidade de bom grado, mas ele tinha feito Nick prometer que o chamaria vÃ¡rias vezes por dia para mantÃª-lo atualizado de tudo.



*****



Steven levou Jewel para dentro do clube e rapidamente a acompanhou atÃ© o andar de cima. Quando chegaram ao seu quarto, ele fechou a porta, mas nÃ£o a trancou. Ele nÃ£o queria que ela se sentisse presa.

Jewel piscou os olhos e olhou em volta para a sala em que foi levada. A cama era king size com uma manta de lÃ£ de um verde escuro sobre ela. Um par de almofadas decorativas estava colocado na cama e, junto com tudo, um bicho de pelÃºcia... um puma. Ela nÃ£o pÃ´de deixar de sorrir para isso e uma risadinha nervosa escapou antes que pudesse ser evitada.

A cÃ´moda era de um verniz preto com um grande espelho, e no centro havia uma pequena planta de bambu. Do outro lado da sala havia um par de pufes, uma televisÃ£o enorme de tela plana montada na parede e um console de jogos com vÃ¡rios jogos espalhados na frente.

Jewel nÃ£o conseguia entender por que ela se sentia tÃ£o calma, mas estava desaparecendo lentamente e sendo substituÃ­do pelo pavor. Que diabos ela achava que estava fazendo aqui?

âPor que vocÃª me trouxe aqui?â Jewel perguntou girando para enfrentar Steven.

âPor que vocÃª estarÃ¡ a salvo aqui,â respondeu Steven. âVocÃª nÃ£o vai voltar para o seu noivo ou o seu pai.â

O que restava do sentimento de calma imediatamente fugiu e Jewel sacudiu a cabeÃ§a vigorosamente. âNÃ£o, eu tenho que voltar! Se eu nÃ£o voltar, Anthony vai me matar.â

âEle nÃ£o pode matar vocÃª se nÃ£o conseguir te encontrar,â Steven raciocinou em uma voz que era tÃ£o fria que sugou o pouco de calor para fora da sala.

âE o padre Gordon?â Jewel exigiu conforme seu nÃ­vel de voz aumentava. âSe eles forem atÃ© ele, eles vÃ£o descobrir onde estou.â Jewel comeÃ§ou a andar de um lado para o outro. âPapai vai ficar louco e Anthony... Eu nÃ£o quero nem pensar sobre o que ele vai fazer.â

Steven teve um flashback do hematoma em forma de mÃ£o que ela tinha mostrado mais cedo. âPor que diabos vocÃª protegeria seu pai quando ele obviamente nÃ£o a protege!â

âQuem te deu o direito de se importar!?â Jewel gritou de volta mais confortÃ¡vel, agora que ele estava gritando com ela.

âQuer saber? EstÃ¡ bem,â Steven abriu a porta do quarto. âAqui estÃ¡ a saÃ­da, volta para o seu noivo e um casamento que vocÃª estÃ¡ sendo forÃ§ada por causa da incapacidade de seu pai em cuidar dos negÃ³cios. Nenhum pai verdadeiro jamais sacrificaria seus filhos para pagar uma dÃ­vida que ele criou.â

Jewel olhou fixamente para a porta e deu um passo incerto para frente antes de se apoiar e afundar na cama. Ela olhou para o despertador e soube que era tarde demais para voltar atrÃ¡s, de qualquer forma. Duas horas... foi quando os guardas mudavam de turno e essa era a Ãºnica forma que ela poderia voltar sem ser pega.

âO que eu faÃ§o agora?â Jewel perguntou e olhou para ele com lÃ¡grimas nos olhos. âPara onde eu vou?â

Steven fechou a porta e se ajoelhou diante dela. âQue tal comeÃ§ar me contando tudo?â

âComo o quÃª?â perguntou Jewel.

Steven lhe deu um pequeno sorriso, âPodemos comeÃ§ar com o seu sobrenome.â

Jewel suspirou, âMeu sobrenome Ã© Scott e meu pai gerencia um resort em Palm Springs para meu... noivo. Deus, essa palavra me deixa com um gosto ruim na boca.â

Steven sentiu um peso enorme levantando de seus ombros vendo novamente o quanto ela odiava o fato de que estava sendo forÃ§ada a se casar com esse cara... nÃ£o que ele deixaria isso acontecer agora. âOk, acalme-se e volte. Tente comeÃ§ar do inÃ­cio,â sugeriu ele.

Respirando fundo, Jewel calmamente comeÃ§ou a falar, apenas deixando tudo fluir. âEu estava no colÃ©gio interno quando papai se deparou com algum problema no resort. Um agente do governo tinha vindo disfarÃ§ado e estava tentando descobrir toda a atividade da mÃ¡fia entrando e saindo do local. Quando papai descobriu o que o homem era... ele recebeu ordens para matÃ¡-lo.â

Steven assentiu, âO que aconteceu?â

âPapai esperou muito tempo para matÃ¡-lo... o agente jÃ¡ tinha passado todas as informaÃ§Ãµes aos seus superiores. Quando o agente nÃ£o fez o check in, ou sei lÃ¡ como chamam, o FBI enviou mais agentes e papai foi preso. Anthony Valachi o liberou da prisÃ£o depois que ele fez algo, provavelmente subornou um dos altos funcionÃ¡rios, e todas as acusaÃ§Ãµes foram retiradas.â

âAgora, papai estÃ¡ em dÃ­vida com seu chefe. NÃ£o sabendo como pagar a dÃ­vida, quando voltei da escola, o papai me disse que eu estava noiva de Anthony, e ele estava realmente feliz com isso.â

Jewel respirou fundo novamente e passou a mÃ£o pelos olhos. âEu nÃ£o quero me casar ainda... Eu queria fazer algo comigo mesmo, ir para a faculdade e trabalhar para ganhar a vida, talvez viajar um pouco. Esse homem tem o dobro de minha idade. Agora sou uma prisioneira, uma escrava desse bastardo e do erro de meu pai.â

Steven acenou com a cabeÃ§a e lutou contra a vontade de se levantar e andar pelo quarto. Perdendo a batalha, ele comeÃ§ou a andar de um lado para o outro. âEu posso consertar isso,â ele afirmou firmemente, mas continuou andando. Sua mente estava andando a uma milha por minuto.

âSim, certo,â Jewel franziu a testa, âvocÃª e que exÃ©rcito?â Ela de repente lembrou-se do anjo que tinha visto na igreja e olhou para cima com esperanÃ§a.

Steven reconheceu o nome como o do mesmo cara que Micah tinha brigado algumas semanas atrÃ¡s, antes de desaparecer. Micah tinha jogado o homem para fora do clube depois de lhe acertar em cheio do rosto com o seu punho, derrubando o idiota esperto para fora de sua cadeira. Steven ainda tinha dificuldade em nÃ£o rir quando pensava nisso.

Quinn nÃ£o tinha pensado que era engraÃ§ado demais. Talvez Quinn soubesse que Anthony era um grande figurÃ£o da mÃ¡fia e estava tentando ficar atendo com Micah. Na verdade, era a mesma noite que Micah desapareceu.

Ele olhou de volta para Jewel quando passou na frente dela. Ela estava certa... Anthony Valachi tinha o dobro da idade dela e era um idiota hipÃ³crita a ser eliminado. NÃ£o havia qualquer razÃ£o para ele deixÃ¡-la em qualquer lugar prÃ³ximo desse homem ou do seu pai abusivo... pai... o padre na igreja. Agora que o homem lhe devia um favor, e com uma pequena ajuda de Dean... ele iria pagar.

Abrindo o seu celular, ele clicou em vÃ¡rios nÃºmeros e sorriu quando o outro lado atendeu. âDean, vocÃª ainda estÃ¡ na igreja? Bom, traga o padre de volta e espere por mim lÃ¡.â Ele terminou a ligaÃ§Ã£o e diminuiu a distÃ¢ncia entre ele e Jewel. Deixando-se cair de joelhos na frente dela, ele pegou suas mÃ£os nas deles, esfregando seus polegares suavemente sobre sua pele macia.

âAtÃ© onde vocÃª estÃ¡ disposta a ir?â ele perguntou com uma voz firme enquanto procurava seu rosto.

âPrecisa ser mais do que apenas fugir,â Jewel odiava como sua voz soou fraca. Ela nÃ£o tinha a intenÃ§Ã£o de demonstrar seu medo assim. Ela mordeu o lÃ¡bio inferior, se perguntando o que Steven estava fazendo.

âSe fizermos tudo certo, vocÃª nÃ£o terÃ¡ que ir mais longe do que aqui.â

âO que vocÃª estÃ¡ pensando?â Jewel comeÃ§ou a afastar as mÃ£os, mas ele as manteve firme.

âEu estou pensando que vocÃª nÃ£o pode se casar duas vezes.â Steven se encolheu quando ela o empurrou forte o suficiente para conseguir se livrar. Se levantando do chÃ£o, ele olhou para ela enquanto ainda rastejava pela cama, em uma tentativa de colocar distÃ¢ncia entre eles.

âEscuteâ¦â ele comeÃ§ou.

âNÃ£o,â Jewel quase gritou enquanto subia do outro lado do colchÃ£o, sentindo-se um pouco mais segura agora que a cama estava entre eles. Seu rosto instantaneamente pegou fogo, percebendo que a cama estava entre eles de vÃ¡rias formas alÃ©m da que ela concordaria em ir adiante com essa insanidade.

Ela afastou o olhar da cama. âEu nÃ£o quero casar, em primeiro lugar! Por que diabos eu me casaria com vocÃª.â

Os olhos de Steven se estreitaram com o insulto, mas ele nÃ£o deixaria que eu orgulho a matasse. Se ele tivesse que espantar esse medo dela, entÃ£o valeria a pena. AlÃ©m disso... no momento, ela era a Ãºnica pista que ele tinha sobre Micah. O lÃ¡bio de Steven insinuou um sorriso torto agora que tinha adicionado com sucesso outro motivo para fazer o que estava fazendo.

âPor que se casar comigo, vocÃª pergunta? Porque se vocÃª pode fingir que o casamento Ã© real na frente de minha famÃ­lia e da sua... entÃ£o no quarto serÃ¡ apenas de nome. E esse exÃ©rcito que vocÃª estava se preocupando, lembre-se que nÃ£o sou humano e que sÃ£o minha famÃ­lia ou amigos. EntÃ£o, quando vocÃª estÃ¡ exilada e o ex tentar retaliar... estaremos esperando por ele.â

âPor que vocÃª faria algo assim? Jewel sacudiu a cabeÃ§a. âE o que vocÃª quer dizer com fingir?â

Steven estendeu as mÃ£os, indicando a cama entre eles. âPara responder Ã  sua primeira pergunta, eu tenho um irmÃ£o que estÃ¡ desaparecido hÃ¡ algumas semanas e a Ãºltima pessoa alÃ©m da famÃ­lia dele com quem foi visto foi com o seu pretendente e nÃ£o foi amigÃ¡vel. EntÃ£o, qual a melhor forma de obter sua atenÃ§Ã£o alÃ©m de quebrar sua corrente.â

âQuanto Ã¡ sua segunda pergunta, para que isso funcione, todos terÃ£o que pensar que estamos apaixonados e pretendemos ficar juntos. Mas quando estivermos sozinhos, vocÃª dorme do seu lado da cama e eu durmo do meu. NÃ£o Ã© que eu pretendo desistir de minha liberdade tambÃ©m. Se vocÃª puder fingir... eu tambÃ©m posso.â

Jewel relaxou um pouco da tensÃ£o em seus ombros, vendo para onde estaca indo, âNinguÃ©m mais saberÃ¡ a verdade?â

âApenas o nosso anjo da guarda... Dean,â Steven sorriu quando seus dedos se levantaram instantaneamente para passar nas bochechas que Dean tinha feito um show de cura.

âE quando Anthony nÃ£o for mais uma ameaÃ§a?â ela murmurou.

âEntÃ£o nosso bom amigo, o padre, nos darÃ¡ sua anulaÃ§Ã£o e nÃ³s iremos em caminhos separados. Mas primeiro, ele tem que nos casar e, para fazer isso... ele tem que estar convencido de que estamos apaixonados e que jÃ¡ consumamos.â Quando ela deu a ele um olhar horrorizado, ele encolheu os ombros. âEle Ã© um padre, e acima da mentira, teremos que mentir para ele tambÃ©m. Depois que acabar, podemos lhe dizer a verdade.â

âMas nÃ£o haverÃ¡ consumaÃ§Ã£o do nosso casamento,â confirmou Jewel com um olhar duro.

âEu posso me controlar, se vocÃª puder.â Seu olhar direcionado cominou com o dela, sabendo que ele tinha acabado de ganhar a primeira batalha. Agora sÃ³ teria que rezar para que ele pudesse se controlar, porque agora estava usando cada grama de forÃ§a de vontade que ele nÃ£o cruzaria a cama atrÃ¡s dela antes de Anthony Valachi ter outra chance.

Uma coisa era certa. Sua famÃ­lia jÃ¡ estava em guerra com os vampiros, e eles nÃ£o estavam equipados para assumir outra guerra agora, a menos que eles acreditassem que realmente era um membro da famÃ­lia.

âQue bom ator vocÃª Ã©? Porque se minha famÃ­lia nÃ£o pensar que estamos completamente apaixonados... isso estarÃ¡ condenado antes que a tinta seque no certificado de casamento.â

Os lÃ¡bios de Steven se separaram quando Jewel sorriu lentamente para ele e comeÃ§ou a rastejar em volta do colchÃ£o em direÃ§Ã£o a ele. Ele nÃ£o moveu um mÃºsculo, esperando para ver o que ela faria. Subindo de joelhos na frente dele, deslizou sua mÃ£o em volta da nuca e o puxou para frente e para baixo, atÃ© que seus lÃ¡bios se tocaram.




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